E se uma estrela “morta” pudesse ser reciclada? Pois é o que astrônomos da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, observaram no interior da célebre Nebulosa da Hélice. Com o observatório El Sauce, no Chile, eles identificaram uma estrela que chegou ao fim do seu ciclo, com seus restos reabsorvidos pelo meio interestelar que a formou. As estrelas podem durar bilhões de anos. Dependendo do quão massivas são, quando esgotam as reservas de combustível que sustenta sua estrutura pela fusão nuclear elas podem passar por processos fantásticos — aquelas como o Sol, por exemplo, encerram seus ciclos como belas nebulosas planetárias. Este, aliás, é o caso da Nebulosa da Hélice: ali, há uma estrela que esgotou o hidrogênio necessário para a fusão nuclear. Como resultado, o astro se transformou em uma gigante vermelha, cujas camadas mais externas se expandiram e formaram a nebulosa. Esse processo de expansão espalha no gás interestelar elementos necessários para a formação de novas gerações de estrelas — e é aqui que entra o novo estudo. O que vai acontecer com o Sistema Solar A observação da nebulosa é importante porque, até agora, os cientistas não tinham flagrado o momento em que os restos de uma estrela morta são absorvidos pelo meio interestelar. “Estamos observando que o material ejetado perto do fim da vida de uma estrela é fragmentado e devolvido à galáxia. Essa transição — de detritos estelares reconhecíveis para o gás difuso entre as estrelas — tem sido muito difícil de observar”, afirmou Pieter van Dokkum, autor que liderou o estudo. Assim, os resultados revelam detalhes de etapa fundamental do ciclo cósmico, demonstrando que o material ejetado pela expansão gasosa sobrevive por cerca de 10 mil anos após colidir com o gás do meio interestelar antes de ser reabsorvido. Esse processo de “reciclagem cósmica” enriquece a Via Láctea com elementos químicos essenciais para a formação de novas gerações de sistemas estelares, planetas e, quem sabe, de vida. Além de ajudar os cientistas a entenderem melhor a dinâmica da Nebulosa da Hélice, o estudo dá “spoilers” do fim do nosso Sistema Solar: em aproximadamente cinco bilhões de anos, o Sol também vai esgotar seu combustível de hidrogênio, transformando-se em uma nebulosa planetária similar, “devolvendo” seus componentes químicos à galáxia. As descobertas foram publicadas na revista Nature. {{WHATSAPP_CHANNEL}}
E se uma estrela “morta” pudesse ser reciclada? Pois o que astr nomos da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, observaram no interior da c lebre Nebulosa da H lice. Com o observat rio El Sauce, no Chile, eles identificaram uma estrela que chegou ao fim do seu ciclo, com seus restos reabsorvidos pelo meio interestelar que a formou. As estrelas podem durar bilh es de anos. Dependendo do qu o massivas s o, quando esgotam as reservas de combust vel que sustenta sua estrutura pela fus o nuclear elas podem passar por processos fant sticos — aquelas como o Sol, por exemplo, encerram seus ciclos como belas nebulosas planet rias. Este, ali s, o caso da Nebulosa da H lice: ali, h uma estrela que esgotou o hidrog nio necess rio para a fus o nuclear. Como resultado, o astro se transformou em uma gigante vermelha, cujas camadas mais externas se expandiram e formaram a nebulosa. Esse processo de expans o espalha no g s interestelar elementos necess rios para a forma o de novas gera es de estrelas — e aqui que entra o novo estudo. O que vai acontecer com o Sistema Solar A observa o da nebulosa importante porque, at agora, os cientistas n o tinham flagrado o momento em que os restos de uma estrela morta s o absorvidos pelo meio interestelar. “Estamos observando que o material ejetado perto do fim da vida de uma estrela fragmentado e devolvido gal xia. Essa transi o — de detritos estelares reconhec veis para o g s difuso entre as estrelas — tem sido muito dif cil de observar”, afirmou Pieter van Dokkum, autor que liderou o estudo. Assim, os resultados revelam detalhes de etapa fundamental do ciclo c smico, demonstrando que o material ejetado pela expans o gasosa sobrevive por cerca de 10 mil anos ap s colidir com o g s do meio interestelar antes de ser reabsorvido. Esse processo de “reciclagem c smica” enriquece a Via L ctea com elementos qu micos essenciais para a forma o de novas gera es de sistemas estelares, planetas e, quem sabe, de vida. Al m de ajudar os cientistas a entenderem melhor a din mica da Nebulosa da H lice, o estudo d “spoilers” do fim do nosso Sistema Solar: em aproximadamente cinco bilh es de anos, o Sol tamb m vai esgotar seu combust vel de hidrog nio, transformando-se em uma nebulosa planet ria similar, “devolvendo” seus componentes qu micos gal xia. As descobertas foram publicadas na revista Nature. {{WHATSAPP_CHANNEL}}