Imagem compartilhada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 18 de agosto de 2026, mostra Estreito de Ormuz como 'novo território dos EUA. Reprodução/Casa Branca no X O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, postou nesta terça-feira (18) uma imagem do Estreito de Ormuz como "novo território dos EUA", uma nova provocação em meio a um impasse na guerra contra o Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A imagem, intitulada "Novo território dos EUA", mostra a região de Ormuz e os golfos Pérsico e do Omã, com um círculo sobre a via marítima. O Irã também é identificado na montagem, que foi compartilhada nas redes sociais pelos perfis oficiais de Trump e da Casa Branca. Veja acima. Pelo direito internacional, os EUA não podem simplesmente tomar posse do Estreito de Ormuz por meio de uma declaração. Além disso, a Carta da ONU proíbe a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial de outros países. Agora no g1 A imagem, que pode ser interpretada como uma provocação de Trump ao Irã, foi compartilhada dias após ele ter dito que declararia Ormuz como território dos EUA e também em meio a uma escalada da guerra no Oriente Médio. Estreito de Ormuz Embarcações perto de Ormuz nesta segunda-feira (17) Reuters O Estreito de Ormuz é uma estreita rota marítima localizada entre o Irã e a Península Arábica. A passagem conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, que dá acesso ao Mar Arábico e ao Oceano Índico. Apesar do tamanho relativamente pequeno, Ormuz é considerado uma das principais artérias da indústria mundial de petróleo. Cerca de 20% do petróleo consumido no planeta passa pela região. Grandes produtores, como Arábia Saudita, Irã e Emirados Árabes Unidos, dependem da rota para transportar parte da produção para outros mercados. Em termos territoriais, o Ormuz é dividido entre águas territoriais do Irã e de Omã. No entanto, o direito internacional garante a navios e aeronaves de outros países o direito de atravessar estreitos usados para navegação internacional. Segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, os países que ficam às margens dessas rotas não podem impedir ou suspender a passagem. O Irã assinou o acordo, mas não o ratificou. Esta reportagem está em atualização.