Javier Milei discursa em SP durante a convenção que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro Reuters/Jean Carniel Durante a convenção do Partido Liberal (PL), que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro para a presidência, o presidente argentino Javier Milei fez um discurso com críticas ao socialismo. "Confio plenamente em meu amigo Flávio", disse Milei enquanto fazia críticas às políticas econômicas adotadas por governos anteriores na Argentina. O presidente argentino também disse acreditar que o Brasil se juntaria a outros países da América Latina ao eleger um presidente de direita. "Hoje, o Brasil pode se somar à transformação regional que, nos últimos anos, levou a América Latina a deixar de ser uma região associada à miséria romantizada, retratada por certas obras de realismo mágico, para se tornar um sinônimo de progresso. Creio firmemente que não há outro caminho capaz de afastar o risco que paira sobre o Brasil como uma espada de Dâmocles", disse o argentino. Em seu discurso, Milei também fez críticas a programas de transferência de renda. "Esse é o método que tem operado em toda a região: causar um desequilíbrio econômico com o objetivo de 'comprar' votos para não perder o poder nas eleições seguintes", disse. "Depois, quando perdem, assume a direita, que precisa solucionar todos esses problemas, enquanto a própria esquerda, que os causou, ainda a culpa. Se ganha, ganha; se perde, também", comentou o argentino. O presidente citou países como Bolívia, Chile, Equador e Colômbia, todos na América do Sul, como exemplos. "Essa foi a tragédia do socialismo do século 21. Nunca entregou aos seus sucessores um país pronto para continuar crescendo. Ao contrário, sempre deixou um Estado sobredimensionado, uma economia destruída, moeda fraca e uma sociedade esgotada de servir como laboratório para experimentos socialistas", discursou. * Esta matéria está em atualização