Exige muito de um estúdio e de uma franquia mudar de gênero subitamente, mas nenhum projeto é difícil demais para a Remedy Entertainment. Control Resonant sai do sci-fi de ação para um verdadeiro hack and slash com uma missão: impedir o avanço do Ruído por todo o planeta. No papel de Dylan, o jogador encara todas as bizarrices e problemas vistos na sede do Federal Bureau of Control (FBC), mas no mundo externo. Em vez de corredores pequenos e salões distorcidos, tudo o que há de mais estranho está espalhado pelas ruas, avenidas e edifícios do cartão-postal estadunidense. Contudo, o próprio protagonista não é uma pessoa comum. Ele é irmão de Jesse, heroína que se tornou diretora do FBC na primeira aventura da saga. Logo, ele possui habilidades excepcionais que serão utilizadas conforme você desce a porrada em dezenas de criaturas e chefões que encontra. A missão é complexa, mas a Remedy Entertainment entregou um projeto extremamente consistente e que está repleto de alma. Em Control Resonant, não há mais uma história que contempla os maiores terrores que existem, mas sim uma em que poderá encará-los com unhas e dentes, o que é espetacular. Prós Um hack and slash de muita qualidade O gameplay tem tantas opções que se adapta a vários estilos O estilo artístico é emblemático Não reinventa a roda, mas a utiliza muito bem Mesmo em “mundo aberto”, ele te direciona de forma acessível Contras Câmera não ajuda durante embates Pancadaria de Control Resonant O que mais se destaca na experiência é a possibilidade de, literalmente, “sair no soco” contra tudo o que se movimenta e te ameaça. Imagine se tivessem soltado os demônios em Nova York e Dante, de Devil May Cry, pudesse correr livremente para matá-los — é assim que você se sentirá com Dylan sob controle. Óbvio que ele não tem metade do estilo do protagonista de DMC, porém se levar em conta que essa é apenas a primeira vez que ele sai do FBC, ainda há tempo para ele adotar uma postura de grande herói de ação. O básico, ao menos, ele sabe: “descer o braço” em monstros e distorções. Control Resonant faz isso muito bem, diga-se de passagem. É possível executar combos, encarar uma verdadeira horda de inimigos simultaneamente, jogá-los para cima e finalizar no ar ou derrubá-los de penhascos, assim como criar diversos efeitos para causar mais dano — queimar, envenenar e outros. Confesso que, no fim de cada exército de inimigos e quando era desferido um golpe derradeiro, senti falta de um AAA ou SSS+ na tela, contudo isso não é um problema. A parte principal é que o herói consegue passar aquela sensação que Kratos, Dante e até Raiden passavam há algumas décadas. “O personagem principal de Control Resonant pode não ser o herói que você queria, mas com certeza era o que precisava nos videogames”, Diego Corumba Um aspecto que me chamou a atenção em Control Resonant é que, dentro deste sistema, há tantas opções que a obra se torna quase personalizável por completo. Embora a aparência de Dylan seja mudada apenas até certo ponto, em questão de poderes você terá recursos até demais para utilizar. Logo de início, terá três armas para escolher — cada uma com um fim distinto. Depois, surgem outras para usar em combinação com a sua principal. Somado à ampla árvore de habilidades de cada uma, um punhado de finalizadores diferentes, itens que o protagonista carrega e tudo mais, está aí a fórmula completa para ter um gameplay único. Cada chefão derrotado concede um poder inédito, para completar, que pode ser selecionado entre duas escolhas. Ouso dizer que poucos jogadores verão alguém com habilidades extremamente similares, o que garante que muitos podem ter em mãos o que melhor se adapta ao seu estilo e não serem forçados a “aprender do zero” algo único. Além disso, nenhuma opção destas é definitiva. Se você se cansar de alguma delas ou sentir que outra escolha poderia facilitar mais o seu trabalho, estará livre para alterar em quase qualquer momento (exceto por momentos-chave da trama). Experimentei várias formas de lutar e todas são espetaculares. O visual aprimorado Graficamente, Control Resonant não foge muito do que já foi apresentado em seu antecessor. Contudo, a iluminação e efeitos gráficos trazem o que havia de melhor em Alan Wake 2 para ressaltar o que já era excelente em 2023. A Remedy Entertainment, para elevar o patamar, ainda modifica toda Nova York de uma forma que, visualmente, impactará. Como se misturasse os filmes A Origem (2010) e Doutor Estranho (2016), temos prédios, ruas e parques que “se dobram” em si mesmos e formam cenários que, com certeza, você vai parar para contemplar. Quem pensa que isso é apenas um apelo gráfico cometerá um engano grave. Muitas vezes o jogador sairá de uma calçada plana para caminhar em um prédio vertical, trocar de lado e realizar outras façanhas que desafiarão a sua percepção no meio do gameplay. Quando vi isso em trailers, confesso que assumi que isso tornaria a jogabilidade muito mais complexa do que deveria. Porém, a Remedy Entertainment sustentou a naturalidade que é mudar de “retrato para paisagem” durante a exploração, batalhas e outros momentos. É simples, veloz e bastante maneiro, vale notar. Conforme avança, os jogadores ganham mais habilidades ao passar por missões para encontrar pistas sobre Jesse. Do pulo duplo e de planar em pleno ar do início ao “magnetismo arquitetônico” e à mudança na rotação do seu corpo, esses elementos adicionam mais camadas e fazem tudo se tornar mais divertido. O caminho de Control Resonant A história de Dylan também é algo que vai te impactar. Ele cresceu como uma cobaia do FBC e a sua aventura é o primeiro contato dele com o mundo externo em décadas. O protagonista não sabe como interagir socialmente, como funcionam as coisas e até é hostilizado por seus aliados pelos eventos que ocorreram no Control original. A vida dele não é simples. Enxergar as coisas por seu ponto de vista, ver suas relações evoluírem e ele passar de um completo peixe fora do aquário para um protetor é um caminho belíssimo e cheio de nuances. Vale o destaque para os personagens secundários como Zoe, a presença “ausente” de Jesse e outros que abrilhantam a experiência. Toda essa construção, ao lado da trilha sonora, dos dilemas que Dylan encara com a monstruosidade dentro de si e os cenários que dobram a realidade, é muito valorizada. Há tudo o que torna os títulos da Remedy tão memoráveis, assim como mostra a maestria do estúdio ao mudar de gênero e acertar em cheio. Control Resonant não reinventa a roda, não há nada técnico ali que o jogador já não tenha visto em outros games — separadamente. O título reúne o que há de melhor de gameplay, cenário, trilha sonora e ação e somam ao seu know-how para se contar excelentes histórias e trazer personagens envolventes para dar vida à obra. Você não sente, em momento algum, que ele é cópia de outros hack and slash. Do mesmo modo, também vê como uma sequência autêntica de Control — ainda que siga um caminho único. Conseguir isso é algo louvável e este é, de longe, uma das melhores experiências do mercado dos games em 2026. “Levando tudo em consideração, valorize seu suado dinheiro e pense bem entre aquele AAA duvidoso de R$ 400 e uma obra dessas por até R$ 231”, Diego Corumba Minha única crítica a tudo que joguei é em relação à câmera, que não acompanha tão bem Dylan durante os momentos intensos. Aqui e ali verá um inimigo na frente dela, um prédio ou veículo que cobre a sua visão e até um certo “atraso” em movimentos velozes durante os combates. Também notei algumas quedas de quadros e leves bugs, mas acredito que a atualização de day one de Control Resonant resolverá parte destes problemas. Nenhum deles atrapalhou a ação, então é notável que houve um carinho neste aspecto. O melhor de 2026 Este mês de setembro está repleto de games incríveis e que colocarão o seu bolso em uma posição delicada. Onimusha: Way of the Sword, Silent Hill: Townfall e até Marvel’s Wolverine conquistaram um espaço que dividiu os fãs. Dito isso, se você tiver de escolher algo, recomendo a obra da Remedy Entertainment. Não é apenas o melhor jogo que eu pude experimentar em 2026, como Control Resonant faz tudo de forma fluida e sem subestimar os jogadores. Os poderes customizáveis também são incríveis, assim como os visuais e a imersão que ele oferece. Seria injusto compará-lo com Alan Wake 2 (2023), mas diria que tem o mesmo peso, ao seu próprio modo. Sem saber que era impossível agradar gregos e troianos, o estúdio conseguiu entregar um gameplay iradíssimo, uma história que toca o coração, músicas que vão entrar na sua playlist instantaneamente e cenários que vão demorar uma eternidade para sair de sua cabeça (se é que vão sair). Como bônus, vai encarar até ônibus possuído e chefões marcantes. O lançamento de Control Resonant será no dia 24 de setembro de 2026, com edições para o PlayStation 5, XBOX Series e PC. Seu preço, sem promoções, está entre R$ 220 e R$ 230 nas principais lojas digitais. {{WHATSAPP_CHANNEL}}

Exige muito de um est dio e de uma franquia mudar de g nero subitamente, mas nenhum projeto dif cil demais para a Remedy Entertainment. Control Resonant sai do sci-fi de a o para um verdadeiro hack and slash com uma miss o: impedir o avan o do Ru do por todo o planeta. No papel de Dylan, o jogador encara todas as bizarrices e problemas vistos na sede do Federal Bureau of Control (FBC), mas no mundo externo. Em vez de corredores pequenos e sal es distorcidos, tudo o que h de mais estranho est espalhado pelas ruas, avenidas e edif cios do cart o-postal estadunidense. Contudo, o pr prio protagonista n o uma pessoa comum. Ele irm o de Jesse, hero na que se tornou diretora do FBC na primeira aventura da saga. Logo, ele possui habilidades excepcionais que ser o utilizadas conforme voc desce a porrada em dezenas de criaturas e chef es que encontra. A miss o complexa, mas a Remedy Entertainment entregou um projeto extremamente consistente e que est repleto de alma. Em Control Resonant, n o h mais uma hist ria que contempla os maiores terrores que existem, mas sim uma em que poder encar -los com unhas e dentes, o que espetacular. Pr s Um hack and slash de muita qualidade O gameplay tem tantas op es que se adapta a v rios estilos O estilo art stico emblem tico N o reinventa a roda, mas a utiliza muito bem Mesmo em “mundo aberto”, ele te direciona de forma acess vel Contras C mera n o ajuda durante embates Pancadaria de Control Resonant O que mais se destaca na experi ncia a possibilidade de, literalmente, “sair no soco” contra tudo o que se movimenta e te amea a. Imagine se tivessem soltado os dem nios em Nova York e Dante, de Devil May Cry, pudesse correr livremente para mat -los — assim que voc se sentir com Dylan sob controle. bvio que ele n o tem metade do estilo do protagonista de DMC, por m se levar em conta que essa apenas a primeira vez que ele sai do FBC, ainda h tempo para ele adotar uma postura de grande her i de a o. O b sico, ao menos, ele sabe: “descer o bra o” em monstros e distor es. Control Resonant faz isso muito bem, diga-se de passagem. poss vel executar combos, encarar uma verdadeira horda de inimigos simultaneamente, jog -los para cima e finalizar no ar ou derrub -los de penhascos, assim como criar diversos efeitos para causar mais dano — queimar, envenenar e outros. Confesso que, no fim de cada ex rcito de inimigos e quando era desferido um golpe derradeiro, senti falta de um AAA ou SSS+ na tela, contudo isso n o um problema. A parte principal que o her i consegue passar aquela sensa o que Kratos, Dante e at Raiden passavam h algumas d cadas. “O personagem principal de Control Resonant pode n o ser o her i que voc queria, mas com certeza era o que precisava nos videogames”, Diego Corumba Um aspecto que me chamou a aten o em Control Resonant que, dentro deste sistema, h tantas op es que a obra se torna quase personaliz vel por completo. Embora a apar ncia de Dylan seja mudada apenas at certo ponto, em quest o de poderes voc ter recursos at demais para utilizar. Logo de in cio, ter tr s armas para escolher — cada uma com um fim distinto. Depois, surgem outras para usar em combina o com a sua principal. Somado ampla rvore de habilidades de cada uma, um punhado de finalizadores diferentes, itens que o protagonista carrega e tudo mais, est a a f rmula completa para ter um gameplay nico. Cada chef o derrotado concede um poder in dito, para completar, que pode ser selecionado entre duas escolhas. Ouso dizer que poucos jogadores ver o algu m com habilidades extremamente similares, o que garante que muitos podem ter em m os o que melhor se adapta ao seu estilo e n o serem for ados a “aprender do zero” algo nico. Al m disso, nenhuma op o destas definitiva. Se voc se cansar de alguma delas ou sentir que outra escolha poderia facilitar mais o seu trabalho, estar livre para alterar em quase qualquer momento (exceto por momentos-chave da trama). Experimentei v rias formas de lutar e todas s o espetaculares. O visual aprimorado Graficamente, Control Resonant n o foge muito do que j foi apresentado em seu antecessor. Contudo, a ilumina o e efeitos gr ficos trazem o que havia de melhor em Alan Wake 2 para ressaltar o que j era excelente em 2023. A Remedy Entertainment, para elevar o patamar, ainda modifica toda Nova York de uma forma que, visualmente, impactar . Como se misturasse os filmes A Origem (2010) e Doutor Estranho (2016), temos pr dios, ruas e parques que “se dobram” em si mesmos e formam cen rios que, com certeza, voc vai parar para contemplar. Quem pensa que isso apenas um apelo gr fico cometer um engano grave. Muitas vezes o jogador sair de uma cal ada plana para caminhar em um pr dio vertical, trocar de lado e realizar outras fa anhas que desafiar o a sua percep o no meio do gameplay. Quando vi isso em trailers, confesso que assumi que isso tornaria a jogabilidade muito mais complexa do que deveria. Por m, a Remedy Entertainment sustentou a naturalidade que mudar de “retrato para paisagem” durante a explora o, batalhas e outros momentos. simples, veloz e bastante maneiro, vale notar. Conforme avan a, os jogadores ganham mais habilidades ao passar por miss es para encontrar pistas sobre Jesse. Do pulo duplo e de planar em pleno ar do in cio ao “magnetismo arquitet nico” e mudan a na rota o do seu corpo, esses elementos adicionam mais camadas e fazem tudo se tornar mais divertido. O caminho de Control Resonant A hist ria de Dylan tamb m algo que vai te impactar. Ele cresceu como uma cobaia do FBC e a sua aventura o primeiro contato dele com o mundo externo em d cadas. O protagonista n o sabe como interagir socialmente, como funcionam as coisas e at hostilizado por seus aliados pelos eventos que ocorreram no Control original. A vida dele n o simples. Enxergar as coisas por seu ponto de vista, ver suas rela es evolu rem e ele passar de um completo peixe fora do aqu rio para um protetor um caminho bel ssimo e cheio de nuances. Vale o destaque para os personagens secund rios como Zoe, a presen a “ausente” de Jesse e outros que abrilhantam a experi ncia. Toda essa constru o, ao lado da trilha sonora, dos dilemas que Dylan encara com a monstruosidade dentro de si e os cen rios que dobram a realidade, muito valorizada. H tudo o que torna os t tulos da Remedy t o memor veis, assim como mostra a maestria do est dio ao mudar de g nero e acertar em cheio. Control Resonant n o reinventa a roda, n o h nada t cnico ali que o jogador j n o tenha visto em outros games — separadamente. O t tulo re ne o que h de melhor de gameplay, cen rio, trilha sonora e a o e somam ao seu know-how para se contar excelentes hist rias e trazer personagens envolventes para dar vida obra. Voc n o sente, em momento algum, que ele c pia de outros hack and slash. Do mesmo modo, tamb m v como uma sequ ncia aut ntica de Control — ainda que siga um caminho nico. Conseguir isso algo louv vel e este , de longe, uma das melhores experi ncias do mercado dos games em 2026. “Levando tudo em considera o, valorize seu suado dinheiro e pense bem entre aquele AAA duvidoso de R$ 400 e uma obra dessas por at R$ 231”, Diego Corumba Minha nica cr tica a tudo que joguei em rela o c mera, que n o acompanha t o bem Dylan durante os momentos intensos. Aqui e ali ver um inimigo na frente dela, um pr dio ou ve culo que cobre a sua vis o e at um certo “atraso” em movimentos velozes durante os combates. Tamb m notei algumas quedas de quadros e leves bugs, mas acredito que a atualiza o de day one de Control Resonant resolver parte destes problemas. Nenhum deles atrapalhou a a o, ent o not vel que houve um carinho neste aspecto. O melhor de 2026 Este m s de setembro est repleto de games incr veis e que colocar o o seu bolso em uma posi o delicada. Onimusha: Way of the Sword, Silent Hill: Townfall e at Marvel’s Wolverine conquistaram um espa o que dividiu os f s. Dito isso, se voc tiver de escolher algo, recomendo a obra da Remedy Entertainment. N o apenas o melhor jogo que eu pude experimentar em 2026, como Control Resonant faz tudo de forma fluida e sem subestimar os jogadores. Os poderes customiz veis tamb m s o incr veis, assim como os visuais e a imers o que ele oferece. Seria injusto compar -lo com Alan Wake 2 (2023), mas diria que tem o mesmo peso, ao seu pr prio modo. Sem saber que era imposs vel agradar gregos e troianos, o est dio conseguiu entregar um gameplay irad ssimo, uma hist ria que toca o cora o, m sicas que v o entrar na sua playlist instantaneamente e cen rios que v o demorar uma eternidade para sair de sua cabe a (se que v o sair). Como b nus, vai encarar at nibus possu do e chef es marcantes. O lan amento de Control Resonant ser no dia 24 de setembro de 2026, com edi es para o PlayStation 5, XBOX Series e PC. Seu pre o, sem promo es, est entre R$ 220 e R$ 230 nas principais lojas digitais. {{WHATSAPP_CHANNEL}}