O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, mostra uma imagem do ex-líder supremo do país Ali Khamenei, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em 23 de setembro de 2026. Caitlin OCHS/ Reuters O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discursou no 2º dia da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira (23). Pezeshkian se defendeu das acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã é um estado terrorista e acusou os EUA e Israel de alvejarem civis. O presidente iraniano afirmou que mudou seu discurso após as falas de Trump, que discursou na terça-feira (22). "Eu tinha preparado um discurso, mas depios que os Estados Unidos nos descreveu como terroristas, tive de mudá-lo", discursou Pezeshkian. "Eles nos acusam de terrorismo, mas eles são os terroristas, alvejando civis e rompendo leis internacionais". Para respaldar sua versão, o iraniano mostrou imagens durante sua fala, como um pôster do ex-líder supremo do país Ali Khamenei, morto no primeiro dia de ataques dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro, e de crianças de uma escola supostamente alvejada por bombas norte-americanas. O Irã, atualmente em guerra aberta contra os Estados Unidos, é um dos temas centrais dos discurso da assembleia neste ano. Disse que a paz no Oriente Médio será impossível sem "justiça pela Palestina". O discurso ocorre um dia depois de uma rodada de negociações para o fim da guerra dentro da Assembleia Geral da ONU. Na terça-feira (22), durante três horas, o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o chanceler iraniano, Abbas Aragchi, se reuniram para debater saídas para a guerra. Nenhuma das partes havia dado detalhes do encontro até a última atualização desta reportagem, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Esta reportagem está em atualização.