Surpreendendo o mercado midiático, a Disney iniciou uma movimentação para vender sua participação de 50% na A+E Global Media, empresa de televisão detentora de marcas como History Channel, A&E e Lifetime. Estimado em mais de US$ 1 bilhão, o negócio já está sendo finalizado e será firmado “totalmente em dinheiro”, segundo informações do Deadline. O anúncio, feito nesta quinta-feira (30), também revelou que a compradora foi o grupo de mídia Hearst Communications. A expectativa é que a aquisição seja finalizada na próxima semana, quando a Disney deixará de ter controle sobre marcas da A+E Global Media, sendo o canal History o mais conhecido do mercado de televisão por assinatura no Brasil. O que está por trás da venda Segundo informações do Deadline, o processo de venda começou há cerca de um ano, com a Disney e a Hearst Communications dialogando para avaliar a possível negociação sob comando de Bob Iger, antigo CEO da casa do Mickey. O processo foi finalizado recentemente, com o sucessor de Iger, Josh D'Amaro, assumindo a liderança da venda. Embora detalhes aprofundados não tenham sido revelados, especula-se que a decisão da Disney em vender sua participação nas ações da A+E Global Media pode ter relação com uma movimentação da corporação para reduzir sua presença na televisão tradicional. Em 2023, Iger até chegou a afirmar que redes lineares de TV “poderiam não ser ativos essenciais” da Disney, causando polêmica no mercado. Ele se retratou depois, dizendo que seu comentário tinha sido um “teste” para analisar a opinião do público. Vale ressaltar, porém, que a nova medida não deve significar uma mudança drástica para a empresa, que garantiu posteriormente que não pretende se desfazer de suas redes lineares de TV, conforme dito pelo CFO Hugh Johnston durante uma teleconferência em maio deste ano. Mudança de estratégia Embora possa ter levantado dúvidas a respeito do futuro da Disney na TV por assinatura, a venda das ações da A+E Global Media não chega a ser tão incoerente com o que a empresa vem fazendo nos últimos tempos. Antes da negociação bilionária, os canais History, Lifetime e A&E já operavam a partir de um modelo diferente com uma exibição pelo YouTube, por exemplo, sem uma integração total ao catálogo do Disney+, como acontece com marcas como o National Geographic, FX e ESPN. Contudo, isso não quer dizer, por enquanto, que as marcas integradas restantes serão vendidas pela Disney daqui para frente. As dúvidas acerca do futuro desses canais na plataforma existem, mas ainda é muito cedo para bater o martelo a respeito do destino de cada uma delas. Aproveite também para saber que o Disney+ aumenta preço de assinatura e vira streaming mais caro do Brasil. {{WHATSAPP_CHANNEL}}

Surpreendendo o mercado midi tico, a Disney iniciou uma movimenta o para vender sua participa o de 50% na A+E Global Media, empresa de televis o detentora de marcas como History Channel, A&E e Lifetime. Estimado em mais de US$ 1 bilh o, o neg cio j est sendo finalizado e ser firmado “totalmente em dinheiro”, segundo informa es do Deadline. O an ncio, feito nesta quinta-feira (30), tamb m revelou que a compradora foi o grupo de m dia Hearst Communications. A expectativa que a aquisi o seja finalizada na pr xima semana, quando a Disney deixar de ter controle sobre marcas da A+E Global Media, sendo o canal History o mais conhecido do mercado de televis o por assinatura no Brasil. O que est por tr s da venda Segundo informa es do Deadline, o processo de venda come ou h cerca de um ano, com a Disney e a Hearst Communications dialogando para avaliar a poss vel negocia o sob comando de Bob Iger, antigo CEO da casa do Mickey. O processo foi finalizado recentemente, com o sucessor de Iger, Josh D'Amaro, assumindo a lideran a da venda. Embora detalhes aprofundados n o tenham sido revelados, especula-se que a decis o da Disney em vender sua participa o nas a es da A+E Global Media pode ter rela o com uma movimenta o da corpora o para reduzir sua presen a na televis o tradicional. Em 2023, Iger at chegou a afirmar que redes lineares de TV “poderiam n o ser ativos essenciais” da Disney, causando pol mica no mercado. Ele se retratou depois, dizendo que seu coment rio tinha sido um “teste” para analisar a opini o do p blico. Vale ressaltar, por m, que a nova medida n o deve significar uma mudan a dr stica para a empresa, que garantiu posteriormente que n o pretende se desfazer de suas redes lineares de TV, conforme dito pelo CFO Hugh Johnston durante uma teleconfer ncia em maio deste ano. Mudan a de estrat gia Embora possa ter levantado d vidas a respeito do futuro da Disney na TV por assinatura, a venda das a es da A+E Global Media n o chega a ser t o incoerente com o que a empresa vem fazendo nos ltimos tempos. Antes da negocia o bilion ria, os canais History, Lifetime e A&E j operavam a partir de um modelo diferente com uma exibi o pelo YouTube, por exemplo, sem uma integra o total ao cat logo do Disney+, como acontece com marcas como o National Geographic, FX e ESPN. Contudo, isso n o quer dizer, por enquanto, que as marcas integradas restantes ser o vendidas pela Disney daqui para frente. As d vidas acerca do futuro desses canais na plataforma existem, mas ainda muito cedo para bater o martelo a respeito do destino de cada uma delas. Aproveite tamb m para saber que o Disney+ aumenta pre o de assinatura e vira streaming mais caro do Brasil. {{WHATSAPP_CHANNEL}}