Renan Santos (Missão) durante Sabatina UOL Folha de São Paulo Reprodução O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta sexta-feira (11) que a eleição de 2026 é a campanha mais estranha que vê em muito tempo. "Eu até soltei uns desabafos, sincericídios nos últimos dias, porque essa eleição mais estranha desde 2010", afirmou durante sabatina promovida pelo UOL e Folha de S. Paulo. Segundo ele, ao contrário de 2022, quando Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) travaram um confronto político intenso, a disputa atual seria marcada por um esvaziamento deliberado do debate. Na avaliação do candidato, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro estariam evitando debates e sabatinas para preservar suas bases rumo ao segundo turno. "Os escândalos já anestesiaram o eleitor", disse Renan, acrescentando o que considera ser uma diferença em relação a 2022: "Os polos existem, mas ninguém está falando sobre eles". Renan Santos também afirmou não reconhecer a legitimidade do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, estendendo a crítica também ao ministro Dias Toffoli, cuja permanência na Corte classificou como "anômala". Segundo o candidato, se eleito, não tratará como aceitáveis decisões provenientes dos dois ministros. Agora no g1 LEIA TAMBÉM Fachin suspende decisão de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da PF e decisão de Dino que reintegrou diretor 'Zelar pela integridade da Corte': Fachin envia recados em meio à crise no STF; veja o que pode acontecer 'Pior crise desde a redemocratização': como imprensa internacional noticiou novo capítulo da guerra no STF O candidato enquadrou a atuação recente da Corte como parte do que chamou de "jogo palaciano de poder", motivado por interesses econômicos e pelo envolvimento de ministros em escândalos de corrupção, em referência ao caso das conversas entre Daniel Vorcaro, do Banco Master, e autoridades. "Isso é só jogo de poder", afirmou, negando que a discussão tenha qualquer relação com o funcionamento normal das instituições democráticas. Questionado sobre a investigação que apura possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória de Jair Bolsonaro e um suposto pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Vorcaro para financiar o filme sobre o ex-presidente , Renan disse considerar "tudo muito maluco" no momento atual e afirmou acreditar que Flávio "tem implicações reais, como alguém que fez troca de favores". Segundo ele, ainda é preciso apurar qual seria a contrapartida envolvida, e apostou que conversas vazadas de Vorcaro podem "trazer luz" ao episódio. O candidato disse ainda desconfiar de uma ligação entre o caso e decretos do governo Jair Bolsonaro sobre crédito consignado e a relação desses decretos com o Banco Master. Apesar de considerar grave a situação jurídica de Flávio, Renan ponderou que o impacto eleitoral do episódio pode ser limitado. Para ele, tanto o eleitorado bolsonarista quanto o petista têm "uma resiliência muito grande" a denúncias envolvendo seus candidatos: "podem pegar o Flávio batendo na própria mãe que a pessoa fala: 'ah, mas ele bateu de maneira patriótica'", disse, fazendo o mesmo paralelo com o eleitorado de Lula.
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September 11, 2026 at 4:56 PM
Renan Santos diz que campanha 2026 é 'a mais estranha' que já viu desde 2010
G1 Política