Alexandre de Moraes pede investigação de André Mendonça A Polícia Federal (PF) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relatório de inteligência que o ministro André Mendonça, também do STF, teria manifestado a intenção de afastar o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. A informação consta do pedido de Moraes para investigar Mendonça encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin. "Ressalte-se, ainda, que o ministro relator, André Mendonça manifestou sua vontade em afastar do exercício de suas funções, tanto o diretor-geral da Polícia Federal (ameaçando-o de afastamento cautelar das funções), quanto o Procurador-Geral da República (ameaçando transformar o titular da ação penal em testemunha, uma vez que 'a proximidade com o Ministro Gilmar Mendes o tornaria indigno de confiança'", escreveu Moraes. Além disso, as informações da PF afirmam que Mendonça cogitava adotar medidas que poderiam retirar o procurador-geral da República da condução de investigações relacionadas às operações em análise. Segundo trecho reproduzido por Moraes, Mendonça teria demonstrado, em reuniões, a vontade de retirar o diretor-geral da PF do exercício de suas funções, chegando a mencionar a possibilidade de um afastamento cautelar. De acordo com o relatório, o ministro teria afirmado reiteradas vezes que o diretor-geral da Polícia Federal manteria uma proximidade inadequada com o presidente da República e que, por essa razão, não seria uma pessoa confiável. O documento ressalta, no entanto, que não foram apresentados fatos concretos que indicassem atuação irregular por parte do chefe da corporação. Ainda segundo a PF, Mendonça afirmou, em uma reunião presencial, que possuía um procedimento em andamento no qual estaria sendo avaliada uma eventual determinação de afastamento do diretor-geral. Montagem com (esq.): Alexandre de Moraes (ministro do STF), Andrei Rodrigues (diretor-geral da PF), Paulo Gonet (PGR) e André Mendonça (ministro do STF) Fotos de: Fabio Rodrigues-Pozzebom e José Cruz da Agência Brasil, e Carlos Moura do STF Citação ao PGR O relatório também trata da atuação do procurador-geral da República. Conforme o documento, Mendonça teria sustentado que a proximidade do chefe do Ministério Público Federal com o ministro Gilmar Mendes o tornaria “indigno de confiança”. A PF registrou ainda que o ministro manifestou a possibilidade de arrolar o procurador-geral da República como testemunha em processos decorrentes das operações investigadas. Na decisão, Moraes destaca que o procurador-geral é o titular constitucional da ação penal nos casos de competência originária do Supremo Tribunal Federal. Segundo o ministro, a inclusão do procurador-geral como testemunha produziria uma incompatibilidade para que ele continuasse exercendo essa função nos mesmos autos. Para o ministro, essa consequência institucional deve ser registrada, uma vez que poderia resultar na substituição do responsável pela condução da acusação em processos relacionados às investigações.
Back to Politics
Politics
September 3, 2026 at 11:44 PM
PF diz a Moraes em relatório que Mendonça manifestou intenção de afastar diretor da corporação
G1 Política