As luzes que piscam na parte de trás de um smartwatch parecem simples, mas fazem parte de um sistema capaz de transformar sinais invisíveis do corpo em informações que aparecem na tela. É assim que o smartwatch sabe que você está dormindo e estima frequência cardíaca, oxigenação do sangue e movimentos. Por trás desses recursos está uma combinação de sensores ópticos, acelerômetro, giroscópio e algoritmos de inteligência artificial. 📱 Veja as melhores promoções de hoje no WhatsApp do CT Ofertas Nenhum desses componentes, sozinho, consegue dizer se uma pessoa está dormindo, correndo ou em sono REM. A interpretação surge justamente do cruzamento de vários sinais captados continuamente. Para entender como esse processo funciona, o Canaltech conversou com Otávio Penatti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em IA para saúde e bem-estar no centro de P&D da Samsung no Brasil, que explicou como os sensores e algoritmos transformam os sinais do corpo em informações compreensíveis para o usuário. Por que o Galaxy Watch tem luzes verdes na parte de trás? Um dos principais sensores usados pelo Galaxy Watch é baseado na fotopletismografia, conhecida pela sigla PPG. O princípio é relativamente simples: o relógio emite luz sobre a pele e analisa como ela é absorvida e refletida pelos tecidos. O sangue interfere nessa resposta óptica. Conforme o coração bate, a quantidade de sangue presente nos vasos próximos à pele muda. Essas pequenas alterações podem ser detectadas pelo sensor. A luz verde é particularmente eficiente para acompanhar as mudanças no volume sanguíneo relacionadas aos batimentos cardíacos. A partir dessas variações, o relógio consegue estimar a frequência cardíaca. Outros comprimentos de onda, como o vermelho e o infravermelho, podem fornecer informações complementares. Como a hemoglobina absorve diferentes tipos de luz de maneiras distintas dependendo do nível de oxigenação, esses sinais também podem ser usados para estimar a saturação de oxigênio no sangue (SpO₂). Conforme explica Otávio Penatti: “As luzes utilizadas pelo sensor óptico permitem acompanhar alterações no fluxo sanguíneo por meio da fotopletismografia, ou PPG." O smartwatch, portanto, não está literalmente “enxergando” o coração. Ele observa, por meio da luz, mudanças no sangue que circula próximo ao pulso e transforma essas variações em sinais que podem ser processados. O que o sensor óptico consegue medir? A fotopletismografia é especialmente útil para acompanhar alterações relacionadas ao fluxo sanguíneo. A partir dela, o relógio consegue estimar a frequência cardíaca e, usando diferentes comprimentos de onda, obter informações que ajudam na estimativa da oxigenação do sangue. Esses dados também podem ser usados em conjunto com outras métricas. Uma frequência cardíaca de 100 batimentos por minuto, por exemplo, pode ter significados completamente diferentes se a pessoa estiver correndo ou deitada na cama. É por isso que o sensor óptico não trabalha sozinho. Nos Galaxy Watch, o chamado Sensor BioActive reúne tecnologias para acompanhar diferentes sinais biométricos, enquanto outros sensores ajudam a identificar o comportamento e o movimento do corpo. “O Sensor BioActive monitora continuamente dados biométricos, enquanto o acelerômetro identifica movimentos e mudanças de posição do pulso”, explica Penatti. Como o relógio sabe que você está se movimentando? O acelerômetro e o giroscópio são fundamentais para essa parte. O acelerômetro detecta mudanças de aceleração e movimento em diferentes direções. Já o giroscópio fornece informações sobre rotação e orientação. Juntos, eles permitem identificar padrões de movimentação muito mais detalhados do que seria possível com um único sensor. Durante uma corrida, por exemplo, o pulso apresenta movimentos repetitivos. Ao mesmo tempo, a frequência cardíaca tende a aumentar. O algoritmo pode cruzar essas informações para entender que o usuário está realizando uma atividade física, em vez de interpretar cada alteração como um movimento aleatório. O mesmo princípio é aplicado durante o sono, quando os movimentos costumam ser menos frequentes e apresentam características diferentes. Como o Galaxy Watch sabe que a pessoa está dormindo? O relógio não conclui que alguém está dormindo simplesmente porque a pessoa ficou parada. Se fosse assim, seria impossível diferenciar alguém dormindo de uma pessoa deitada, imóvel, lendo um livro ou assistindo televisão. Para estimar o início e o fim do sono, o Galaxy Watch combina movimentação com sinais fisiológicos. O acelerômetro identifica mudanças de posição e pequenos movimentos, enquanto o sensor óptico acompanha informações como frequência cardíaca e suas variações. Os algoritmos analisam esses sinais ao longo do tempo e procuram padrões associados ao sono. “Nossos algoritmos para estimar as sessões de sono, que estimam o momento em que você dorme e o momento em que você acorda, possuem elementos para aprender as sutilezas de movimentação que diferenciam alguém que está dormindo de alguém que está praticamente imóvel por longos períodos." É essa análise conjunta que permite ao relógio fazer uma estimativa mais sofisticada do que simplesmente contar quanto tempo o usuário ficou sem mexer o braço. Como o relógio identifica sono leve, profundo e REM? Depois de identificar uma sessão de sono, o sistema tenta determinar em quais estágios do sono o usuário passou durante a noite. O sono é dividido em diferentes fases, e cada uma possui características fisiológicas e comportamentais próprias. O sono leve, o sono profundo e o sono REM apresentam diferenças em relação à movimentação e a sinais como frequência cardíaca. O Galaxy Watch não mede diretamente a atividade elétrica do cérebro. Em vez disso, ele observa sinais indiretos que podem estar associados a cada estágio. “Esses dados são analisados em conjunto para identificar padrões associados às diferentes fases do sono. Cada estágio apresenta características distintas em termos de movimento e resposta fisiológica”, complementa Penatti. O resultado é uma estimativa da arquitetura do sono, construída a partir dos sinais disponíveis no pulso. Onde entra a inteligência artificial? É a inteligência artificial que ajuda a transformar a enorme quantidade de dados coletados pelos sensores em informações que façam sentido para o usuário. Durante uma noite inteira, o relógio pode registrar milhares de alterações de movimento e sinais fisiológicos. O desafio é descobrir quais dessas mudanças são relevantes e como elas se relacionam. Os algoritmos de aprendizado de máquina são treinados para reconhecer esses padrões. Segundo a Samsung, sua solução de classificação dos estágios do sono foi desenvolvida a partir de um conjunto amplo de dados que combina informações de polissonografia, considerada referência clínica para análise do sono, com dados coletados pelo Galaxy Watch. O treinamento e a validação contemplaram mais de 1.500 noites de sono. “A inteligência artificial tem um papel importante na transformação dos dados capturados pelos sensores em informações que façam sentido para o usuário”, explica o especialista, que também destaca que os algoritmos evoluem continuamente, com melhorias implementadas ao longo do desenvolvimento das soluções. O smartwatch realmente sabe quando estou em sono REM? Mas será que o smartwatch realmente sabe quando o usuário está em sono REM? O relógio estima que o usuário está em determinado estágio do sono com base nos sinais disponíveis. Isso é diferente de medir diretamente a atividade cerebral. Em um exame de polissonografia, diversos sensores são utilizados para analisar o funcionamento do organismo durante o sono, incluindo informações que um smartwatch não consegue obter diretamente. No Galaxy Watch, o aprendizado de máquina procura padrões na combinação entre movimentos, frequência cardíaca e outros sinais fisiológicos. “O aprendizado de máquina é a base da nossa solução de classificação de estágios do sono e, nessa solução especificamente, há uma composição de diferentes sinais fisiológicos além da movimentação." Por isso, o resultado apresentado no aplicativo deve ser entendido como uma estimativa para acompanhamento, e não como um exame clínico. Como o relógio sabe que a pessoa está correndo? Durante uma corrida, diferentes sinais do corpo mudam ao mesmo tempo. O acelerômetro e o giroscópio registram os padrões de movimento, enquanto o sensor óptico acompanha o comportamento da frequência cardíaca. A combinação permite ao algoritmo reconhecer que determinados movimentos estão acontecendo em um contexto de esforço físico. Essa mesma lógica ajuda a interpretar a frequência cardíaca. Se o coração está acelerado e o usuário apresenta um padrão consistente de movimentação, o contexto é diferente daquele em que a frequência está elevada enquanto a pessoa permanece imóvel. É justamente a combinação de sinais que torna o sistema mais útil. Como o smartwatch sabe que o coração está acelerado? O smartwatch sabe que o coração está acelerado por conta do sensor óptico. A cada batimento, o volume de sangue nos vasos próximos à pele sofre uma pequena alteração. A PPG detecta essas mudanças usando luz e transforma o padrão em uma estimativa da frequência cardíaca. Mas o relógio também pode considerar o que o usuário está fazendo naquele momento. Uma frequência cardíaca elevada durante uma corrida é esperada. Já uma alteração semelhante em repouso pode representar um contexto completamente diferente e merece ser interpretada com mais cuidado. O smartwatch consegue registrar essas informações, mas isso não significa que consiga determinar sozinho a causa de uma alteração. Quais outros dados são usados durante o sono? A análise do sono não depende apenas de frequência cardíaca e movimento. Recursos de saúde do Galaxy Watch podem acompanhar indicadores como variabilidade da frequência cardíaca, temperatura da pele, frequência respiratória e nível de oxigênio no sangue durante o sono. Quanto mais sinais podem ser analisados em conjunto, maior é a quantidade de informações disponível para os algoritmos procurarem padrões. A ideia é semelhante a montar um quebra-cabeça: uma única peça oferece pouca informação, mas várias peças juntas permitem formar uma imagem mais completa. É essa combinação que ajuda o smartwatch a transformar sinais biométricos em uma interpretação sobre o descanso do usuário. O smartwatch é tão preciso quanto um equipamento médico? Mas vale o alerta de que o smartwatch não é tão preciso quanto um equipamento médico. Um smartwatch foi desenvolvido para oferecer monitoramento contínuo no cotidiano, e não para substituir equipamentos utilizados em avaliações clínicas. A vantagem do relógio está justamente na possibilidade de acompanhar o usuário durante horas, dias e semanas, sem exigir uma estrutura de laboratório. Já um exame médico pode contar com sensores adicionais, condições controladas e métodos desenvolvidos especificamente para diagnóstico. Por isso, os dados do Galaxy Watch devem ser vistos como uma ferramenta de acompanhamento e conscientização sobre a própria saúde, e não como substitutos de uma avaliação profissional. A própria Samsung destaca que recursos como o de apneia do sono não substituem diagnóstico ou tratamento médico, enquanto o Sinais Vitais não tem como objetivo diagnosticar ou tratar doenças. O que pode afetar a precisão dos sensores? Como qualquer dispositivo vestível, o Galaxy Watch está sujeito a limitações. O ajuste no pulso influencia a qualidade da leitura óptica. Movimentos durante uma medição também podem interferir nos sinais captados. Condições individuais de uso podem alterar o resultado. Por isso, uma medição isolada não deve ser interpretada fora de contexto. O grande benefício do smartwatch está na capacidade de realizar medições repetidas e acompanhar tendências ao longo do tempo. Penatti resume essa abordagem ao explicar que a proposta dos dispositivos vestíveis é transformar sinais do corpo em informações úteis para o cotidiano. Afinal, como o smartwatch “adivinha” o que acontece no corpo? O smartwatch mede, cruza dados e procura padrões. As luzes verdes, vermelhas e infravermelhas ajudam o sensor óptico a identificar alterações relacionadas ao sangue. O acelerômetro e o giroscópio registram movimentos e mudanças de orientação. Outros sensores acrescentam informações fisiológicas. Depois, algoritmos de inteligência artificial e aprendizado de máquina analisam tudo isso em conjunto. É assim que um dispositivo preso ao pulso consegue estimar se o usuário está dormindo, em sono profundo ou REM, caminhando, correndo ou com a frequência cardíaca elevada. “Uma inteligência artificial que entende a linguagem corporal e age antes que os problemas comecem”, resume Penatti ao descrever a visão da Samsung para o futuro da saúde conectada. No fim, o smartwatch funciona como uma pequena estação de coleta de dados presa ao corpo. As luzes captam alterações no sangue, os sensores de movimento acompanham o comportamento físico e a inteligência artificial transforma milhões de sinais em padrões compreensíveis. Dito isso, saiba o melhor smartwatch para comprar hoje: especialistas do Canaltech recomendam. {{WHATSAPP_CHANNEL}}

As luzes que piscam na parte de tr s de um smartwatch parecem simples, mas fazem parte de um sistema capaz de transformar sinais invis veis do corpo em informa es que aparecem na tela. assim que o smartwatch sabe que voc est dormindo e estima frequ ncia card aca, oxigena o do sangue e movimentos. Por tr s desses recursos est uma combina o de sensores pticos, aceler metro, girosc pio e algoritmos de intelig ncia artificial. 📱 Veja as melhores promo es de hoje no WhatsApp do CT Ofertas Nenhum desses componentes, sozinho, consegue dizer se uma pessoa est dormindo, correndo ou em sono REM. A interpreta o surge justamente do cruzamento de v rios sinais captados continuamente. Para entender como esse processo funciona, o Canaltech conversou com Ot vio Penatti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em IA para sa de e bem-estar no centro de P&D da Samsung no Brasil, que explicou como os sensores e algoritmos transformam os sinais do corpo em informa es compreens veis para o usu rio. Por que o Galaxy Watch tem luzes verdes na parte de tr s? Um dos principais sensores usados pelo Galaxy Watch baseado na fotopletismografia, conhecida pela sigla PPG. O princ pio relativamente simples: o rel gio emite luz sobre a pele e analisa como ela absorvida e refletida pelos tecidos. O sangue interfere nessa resposta ptica. Conforme o cora o bate, a quantidade de sangue presente nos vasos pr ximos pele muda. Essas pequenas altera es podem ser detectadas pelo sensor. A luz verde particularmente eficiente para acompanhar as mudan as no volume sangu neo relacionadas aos batimentos card acos. A partir dessas varia es, o rel gio consegue estimar a frequ ncia card aca. Outros comprimentos de onda, como o vermelho e o infravermelho, podem fornecer informa es complementares. Como a hemoglobina absorve diferentes tipos de luz de maneiras distintas dependendo do n vel de oxigena o, esses sinais tamb m podem ser usados para estimar a satura o de oxig nio no sangue (SpO₂). Conforme explica Ot vio Penatti: “As luzes utilizadas pelo sensor ptico permitem acompanhar altera es no fluxo sangu neo por meio da fotopletismografia, ou PPG." O smartwatch, portanto, n o est literalmente “enxergando” o cora o. Ele observa, por meio da luz, mudan as no sangue que circula pr ximo ao pulso e transforma essas varia es em sinais que podem ser processados. O que o sensor ptico consegue medir? A fotopletismografia especialmente til para acompanhar altera es relacionadas ao fluxo sangu neo. A partir dela, o rel gio consegue estimar a frequ ncia card aca e, usando diferentes comprimentos de onda, obter informa es que ajudam na estimativa da oxigena o do sangue. Esses dados tamb m podem ser usados em conjunto com outras m tricas. Uma frequ ncia card aca de 100 batimentos por minuto, por exemplo, pode ter significados completamente diferentes se a pessoa estiver correndo ou deitada na cama. por isso que o sensor ptico n o trabalha sozinho. Nos Galaxy Watch, o chamado Sensor BioActive re ne tecnologias para acompanhar diferentes sinais biom tricos, enquanto outros sensores ajudam a identificar o comportamento e o movimento do corpo. “O Sensor BioActive monitora continuamente dados biom tricos, enquanto o aceler metro identifica movimentos e mudan as de posi o do pulso”, explica Penatti. Como o rel gio sabe que voc est se movimentando? O aceler metro e o girosc pio s o fundamentais para essa parte. O aceler metro detecta mudan as de acelera o e movimento em diferentes dire es. J o girosc pio fornece informa es sobre rota o e orienta o. Juntos, eles permitem identificar padr es de movimenta o muito mais detalhados do que seria poss vel com um nico sensor. Durante uma corrida, por exemplo, o pulso apresenta movimentos repetitivos. Ao mesmo tempo, a frequ ncia card aca tende a aumentar. O algoritmo pode cruzar essas informa es para entender que o usu rio est realizando uma atividade f sica, em vez de interpretar cada altera o como um movimento aleat rio. O mesmo princ pio aplicado durante o sono, quando os movimentos costumam ser menos frequentes e apresentam caracter sticas diferentes. Como o Galaxy Watch sabe que a pessoa est dormindo? O rel gio n o conclui que algu m est dormindo simplesmente porque a pessoa ficou parada. Se fosse assim, seria imposs vel diferenciar algu m dormindo de uma pessoa deitada, im vel, lendo um livro ou assistindo televis o. Para estimar o in cio e o fim do sono, o Galaxy Watch combina movimenta o com sinais fisiol gicos. O aceler metro identifica mudan as de posi o e pequenos movimentos, enquanto o sensor ptico acompanha informa es como frequ ncia card aca e suas varia es. Os algoritmos analisam esses sinais ao longo do tempo e procuram padr es associados ao sono. “Nossos algoritmos para estimar as sess es de sono, que estimam o momento em que voc dorme e o momento em que voc acorda, possuem elementos para aprender as sutilezas de movimenta o que diferenciam algu m que est dormindo de algu m que est praticamente im vel por longos per odos." essa an lise conjunta que permite ao rel gio fazer uma estimativa mais sofisticada do que simplesmente contar quanto tempo o usu rio ficou sem mexer o bra o. Como o rel gio identifica sono leve, profundo e REM? Depois de identificar uma sess o de sono, o sistema tenta determinar em quais est gios do sono o usu rio passou durante a noite. O sono dividido em diferentes fases, e cada uma possui caracter sticas fisiol gicas e comportamentais pr prias. O sono leve, o sono profundo e o sono REM apresentam diferen as em rela o movimenta o e a sinais como frequ ncia card aca. O Galaxy Watch n o mede diretamente a atividade el trica do c rebro. Em vez disso, ele observa sinais indiretos que podem estar associados a cada est gio. “Esses dados s o analisados em conjunto para identificar padr es associados s diferentes fases do sono. Cada est gio apresenta caracter sticas distintas em termos de movimento e resposta fisiol gica”, complementa Penatti. O resultado uma estimativa da arquitetura do sono, constru da a partir dos sinais dispon veis no pulso. Onde entra a intelig ncia artificial? a intelig ncia artificial que ajuda a transformar a enorme quantidade de dados coletados pelos sensores em informa es que fa am sentido para o usu rio. Durante uma noite inteira, o rel gio pode registrar milhares de altera es de movimento e sinais fisiol gicos. O desafio descobrir quais dessas mudan as s o relevantes e como elas se relacionam. Os algoritmos de aprendizado de m quina s o treinados para reconhecer esses padr es. Segundo a Samsung, sua solu o de classifica o dos est gios do sono foi desenvolvida a partir de um conjunto amplo de dados que combina informa es de polissonografia, considerada refer ncia cl nica para an lise do sono, com dados coletados pelo Galaxy Watch. O treinamento e a valida o contemplaram mais de 1.500 noites de sono. “A intelig ncia artificial tem um papel importante na transforma o dos dados capturados pelos sensores em informa es que fa am sentido para o usu rio”, explica o especialista, que tamb m destaca que os algoritmos evoluem continuamente, com melhorias implementadas ao longo do desenvolvimento das solu es. O smartwatch realmente sabe quando estou em sono REM? Mas ser que o smartwatch realmente sabe quando o usu rio est em sono REM? O rel gio estima que o usu rio est em determinado est gio do sono com base nos sinais dispon veis. Isso diferente de medir diretamente a atividade cerebral. Em um exame de polissonografia, diversos sensores s o utilizados para analisar o funcionamento do organismo durante o sono, incluindo informa es que um smartwatch n o consegue obter diretamente. No Galaxy Watch, o aprendizado de m quina procura padr es na combina o entre movimentos, frequ ncia card aca e outros sinais fisiol gicos. “O aprendizado de m quina a base da nossa solu o de classifica o de est gios do sono e, nessa solu o especificamente, h uma composi o de diferentes sinais fisiol gicos al m da movimenta o." Por isso, o resultado apresentado no aplicativo deve ser entendido como uma estimativa para acompanhamento, e n o como um exame cl nico. Como o rel gio sabe que a pessoa est correndo? Durante uma corrida, diferentes sinais do corpo mudam ao mesmo tempo. O aceler metro e o girosc pio registram os padr es de movimento, enquanto o sensor ptico acompanha o comportamento da frequ ncia card aca. A combina o permite ao algoritmo reconhecer que determinados movimentos est o acontecendo em um contexto de esfor o f sico. Essa mesma l gica ajuda a interpretar a frequ ncia card aca. Se o cora o est acelerado e o usu rio apresenta um padr o consistente de movimenta o, o contexto diferente daquele em que a frequ ncia est elevada enquanto a pessoa permanece im vel. justamente a combina o de sinais que torna o sistema mais til. Como o smartwatch sabe que o cora o est acelerado? O smartwatch sabe que o cora o est acelerado por conta do sensor ptico. A cada batimento, o volume de sangue nos vasos pr ximos pele sofre uma pequena altera o. A PPG detecta essas mudan as usando luz e transforma o padr o em uma estimativa da frequ ncia card aca. Mas o rel gio tamb m pode considerar o que o usu rio est fazendo naquele momento. Uma frequ ncia card aca elevada durante uma corrida esperada. J uma altera o semelhante em repouso pode representar um contexto completamente diferente e merece ser interpretada com mais cuidado. O smartwatch consegue registrar essas informa es, mas isso n o significa que consiga determinar sozinho a causa de uma altera o. Quais outros dados s o usados durante o sono? A an lise do sono n o depende apenas de frequ ncia card aca e movimento. Recursos de sa de do Galaxy Watch podem acompanhar indicadores como variabilidade da frequ ncia card aca, temperatura da pele, frequ ncia respirat ria e n vel de oxig nio no sangue durante o sono. Quanto mais sinais podem ser analisados em conjunto, maior a quantidade de informa es dispon vel para os algoritmos procurarem padr es. A ideia semelhante a montar um quebra-cabe a: uma nica pe a oferece pouca informa o, mas v rias pe as juntas permitem formar uma imagem mais completa. essa combina o que ajuda o smartwatch a transformar sinais biom tricos em uma interpreta o sobre o descanso do usu rio. O smartwatch t o preciso quanto um equipamento m dico? Mas vale o alerta de que o smartwatch n o t o preciso quanto um equipamento m dico. Um smartwatch foi desenvolvido para oferecer monitoramento cont nuo no cotidiano, e n o para substituir equipamentos utilizados em avalia es cl nicas. A vantagem do rel gio est justamente na possibilidade de acompanhar o usu rio durante horas, dias e semanas, sem exigir uma estrutura de laborat rio. J um exame m dico pode contar com sensores adicionais, condi es controladas e m todos desenvolvidos especificamente para diagn stico. Por isso, os dados do Galaxy Watch devem ser vistos como uma ferramenta de acompanhamento e conscientiza o sobre a pr pria sa de, e n o como substitutos de uma avalia o profissional. A pr pria Samsung destaca que recursos como o de apneia do sono n o substituem diagn stico ou tratamento m dico, enquanto o Sinais Vitais n o tem como objetivo diagnosticar ou tratar doen as. O que pode afetar a precis o dos sensores? Como qualquer dispositivo vest vel, o Galaxy Watch est sujeito a limita es. O ajuste no pulso influencia a qualidade da leitura ptica. Movimentos durante uma medi o tamb m podem interferir nos sinais captados. Condi es individuais de uso podem alterar o resultado. Por isso, uma medi o isolada n o deve ser interpretada fora de contexto. O grande benef cio do smartwatch est na capacidade de realizar medi es repetidas e acompanhar tend ncias ao longo do tempo. Penatti resume essa abordagem ao explicar que a proposta dos dispositivos vest veis transformar sinais do corpo em informa es teis para o cotidiano. Afinal, como o smartwatch “adivinha” o que acontece no corpo? O smartwatch mede, cruza dados e procura padr es. As luzes verdes, vermelhas e infravermelhas ajudam o sensor ptico a identificar altera es relacionadas ao sangue. O aceler metro e o girosc pio registram movimentos e mudan as de orienta o. Outros sensores acrescentam informa es fisiol gicas. Depois, algoritmos de intelig ncia artificial e aprendizado de m quina analisam tudo isso em conjunto. assim que um dispositivo preso ao pulso consegue estimar se o usu rio est dormindo, em sono profundo ou REM, caminhando, correndo ou com a frequ ncia card aca elevada. “Uma intelig ncia artificial que entende a linguagem corporal e age antes que os problemas comecem”, resume Penatti ao descrever a vis o da Samsung para o futuro da sa de conectada. No fim, o smartwatch funciona como uma pequena esta o de coleta de dados presa ao corpo. As luzes captam altera es no sangue, os sensores de movimento acompanham o comportamento f sico e a intelig ncia artificial transforma milh es de sinais em padr es compreens veis. Dito isso, saiba o melhor smartwatch para comprar hoje: especialistas do Canaltech recomendam. {{WHATSAPP_CHANNEL}}