A TV 3.0, também chamada oficialmente de DTV+, já chegou nas primeiras 22 cidades no Brasil. A nova geração da televisão aberta promete a maior mudança no setor desde 2007, quando o país iniciou a transição do sinal analógico para o digital. 📱 Veja as melhores promoções de celulares no WhatsApp do CT Ofertas Os primeiros conversores compatíveis já chegaram ao mercado, enquanto o sinal está em fase experimental em locais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Mas a novidade também trouxe uma dúvida para quem já assiste à TV aberta: será preciso trocar a antena digital? A resposta mais simples é não. A antena digital usada atualmente não se torna inútil com a chegada da TV 3.0. O próprio Ministério das Comunicações já indicou que conversores externos podem ser ligados às antenas digitais UHF e VHF usadas hoje. Isso não significa, porém, que as antenas continuarão exatamente iguais para sempre. A TV 3.0 introduz uma nova forma de transmissão que pode aproveitar duas polarizações do sinal ao mesmo tempo. Para extrair o máximo da tecnologia, novas antenas preparadas para esse sistema começam a chegar ao mercado. Sua antena digital atual vai funcionar com a TV 3.0? Sim. Uma antena digital atual pode continuar a ser usada com um conversor compatível com a TV 3.0. Isso é possível porque a nova geração continua a usar as faixas destinadas à televisão terrestre. As especificações técnicas da DTV+ permitem transmissões nas frequências de VHF e UHF, usadas para a recepção da TV aberta. A principal mudança está na forma como o sinal pode ser transmitido e recebido. A TV digital atual trabalha normalmente com uma única via de recepção. Já a TV 3.0 adota o MIMO, sigla para Multiple Input, Multiple Output, tecnologia que pode usar sinais transmitidos em polarizações diferentes. Na prática, uma antena preparada para MIMO recebe essas duas conexões separadamente. O receptor pode combinar as informações para melhorar a eficiência e a robustez da recepção, algo especialmente útil em locais nos quais o sinal sofre com obstáculos, reflexos ou interferências. O Fórum SBTVD, responsável pelo desenvolvimento técnico da DTV+, realizou testes com antenas MIMO e definiu o uso da tecnologia como uma das bases da nova camada física da TV 3.0. Portanto, a antena antiga pode continuar funcionando, mas uma antena MIMO própria para a TV 3.0 tende a aproveitar melhor as possibilidades do novo sistema. O lado positivo é que os conversores já comercializados, como os da Aquário e Intelbras, já incluem uma antena interna compatível com a tecnologia no kit. Como conectar uma antena antiga ao conversor da TV 3.0? Aqui está a parte que pode gerar mais confusão. Alguns receptores preparados para o sistema MIMO possuem duas entradas de antena, normalmente identificadas como RF IN 1 e RF IN 2 ou Tuner 1 e Tuner 2. Já a antena digital tradicional tem apenas um cabo coaxial. Nesse caso, o cabo único deve ser conectado à entrada principal indicada pelo fabricante, normalmente a RF IN 1 ou Tuner 1. Com apenas uma via de recepção, o aparelho trabalha sem o ganho proporcionado por uma antena MIMO completa. A diferença prática está principalmente na capacidade de aproveitar as duas polarizações do sinal e, consequentemente, obter uma recepção mais robusta. A qualidade e os recursos disponíveis também dependem da configuração escolhida por cada emissora. A TV 3.0 foi projetada para suportar diferentes modos de transmissão, inclusive combinações entre SISO, com uma via de recepção, e MIMO, com duas. Não use um adaptador em "Y" Um erro que deve ser evitado é tentar transformar o cabo único da antena em dois por meio de um divisor de sinal para preencher as duas entradas do conversor. Isso não transforma uma antena comum em uma antena MIMO. Um divisor passivo de duas vias reduz a potência disponível em cada saída. Em condições ideais, a divisão já corresponde a uma perda próxima de 3 dB, sem contar as perdas adicionais do próprio componente e dos cabos. Além disso, as duas entradas de um sistema MIMO existem para receber sinais distintos, associados às diferentes polarizações. Dividir exatamente o mesmo sinal em dois não cria uma segunda polarização e pode apenas piorar a recepção. Portanto, nada de adaptadores em "T" ou "Y" para tentar alimentar as duas entradas. Para que servem as duas entradas do conversor? Para usar o sistema MIMO como projetado, é necessária uma antena compatível com a tecnologia. Essas antenas trabalham com duas vias de recepção, associadas às diferentes polarizações do sinal, e entregam dois sinais separados ao receptor. É por isso que os equipamentos preparados para esse cenário possuem duas entradas RF. O Fórum SBTVD define o modo MIMO como uma configuração na qual são criados dois caminhos de sinal ligados a antenas com polarizações cruzadas. A tecnologia tem papel importante no ganho de eficiência e na robustez da nova TV aberta. Já existem kits comerciais que incluem antenas desenvolvidas para a nova geração. O mercado, porém, ainda está no começo, e a expansão deve acontecer aos poucos conforme o sinal da DTV+ chegar a mais cidades. O maior problema não é a antena, mas a TV Mesmo que sua antena atual possa ser reaproveitada, há outro componente que não pode ser ignorado: o televisor. As TVs vendidas até agora no Brasil não possuem o hardware necessário para decodificar diretamente o sinal da DTV+. Uma simples atualização de software também não resolve o problema, já que a nova geração usa uma camada física diferente e novos padrões de compressão de vídeo. Assim, para assistir à TV 3.0 em um televisor atual, é necessário usar um conversor externo compatível. A instalação é semelhante à dos antigos conversores usados na migração da TV analógica para a digital. A antena é ligada ao conversor, enquanto um cabo HDMI leva a imagem e o som até a televisão. No futuro, os televisores devem sair de fábrica com o receptor da DTV+ integrado. Até que isso aconteça de forma ampla, o conversor externo será o caminho para quem quiser acessar o novo padrão sem trocar de TV. A implementação, porém, depende de cada fabricante, e a TCL, Samsung e LG já se manifestaram sobre quando a novidade chega em cada caso. A TV 3.0, apesar de novidade no Brasil, já existe em outros países, com outros nomes, e mudou bastante a usabilidade para os espectadores que já aproveitam a tecnologia. {{WHATSAPP_CHANNEL}}
A TV 3.0, tamb m chamada oficialmente de DTV+, j chegou nas primeiras 22 cidades no Brasil. A nova gera o da televis o aberta promete a maior mudan a no setor desde 2007, quando o pa s iniciou a transi o do sinal anal gico para o digital. 📱 Veja as melhores promo es de celulares no WhatsApp do CT Ofertas Os primeiros conversores compat veis j chegaram ao mercado, enquanto o sinal est em fase experimental em locais como S o Paulo, Rio de Janeiro e Bras lia. Mas a novidade tamb m trouxe uma d vida para quem j assiste TV aberta: ser preciso trocar a antena digital? A resposta mais simples n o. A antena digital usada atualmente n o se torna in til com a chegada da TV 3.0. O pr prio Minist rio das Comunica es j indicou que conversores externos podem ser ligados s antenas digitais UHF e VHF usadas hoje. Isso n o significa, por m, que as antenas continuar o exatamente iguais para sempre. A TV 3.0 introduz uma nova forma de transmiss o que pode aproveitar duas polariza es do sinal ao mesmo tempo. Para extrair o m ximo da tecnologia, novas antenas preparadas para esse sistema come am a chegar ao mercado. Sua antena digital atual vai funcionar com a TV 3.0? Sim. Uma antena digital atual pode continuar a ser usada com um conversor compat vel com a TV 3.0. Isso poss vel porque a nova gera o continua a usar as faixas destinadas televis o terrestre. As especifica es t cnicas da DTV+ permitem transmiss es nas frequ ncias de VHF e UHF, usadas para a recep o da TV aberta. A principal mudan a est na forma como o sinal pode ser transmitido e recebido. A TV digital atual trabalha normalmente com uma nica via de recep o. J a TV 3.0 adota o MIMO, sigla para Multiple Input, Multiple Output, tecnologia que pode usar sinais transmitidos em polariza es diferentes. Na pr tica, uma antena preparada para MIMO recebe essas duas conex es separadamente. O receptor pode combinar as informa es para melhorar a efici ncia e a robustez da recep o, algo especialmente til em locais nos quais o sinal sofre com obst culos, reflexos ou interfer ncias. O F rum SBTVD, respons vel pelo desenvolvimento t cnico da DTV+, realizou testes com antenas MIMO e definiu o uso da tecnologia como uma das bases da nova camada f sica da TV 3.0. Portanto, a antena antiga pode continuar funcionando, mas uma antena MIMO pr pria para a TV 3.0 tende a aproveitar melhor as possibilidades do novo sistema. O lado positivo que os conversores j comercializados, como os da Aqu rio e Intelbras, j incluem uma antena interna compat vel com a tecnologia no kit. Como conectar uma antena antiga ao conversor da TV 3.0? Aqui est a parte que pode gerar mais confus o. Alguns receptores preparados para o sistema MIMO possuem duas entradas de antena, normalmente identificadas como RF IN 1 e RF IN 2 ou Tuner 1 e Tuner 2. J a antena digital tradicional tem apenas um cabo coaxial. Nesse caso, o cabo nico deve ser conectado entrada principal indicada pelo fabricante, normalmente a RF IN 1 ou Tuner 1. Com apenas uma via de recep o, o aparelho trabalha sem o ganho proporcionado por uma antena MIMO completa. A diferen a pr tica est principalmente na capacidade de aproveitar as duas polariza es do sinal e, consequentemente, obter uma recep o mais robusta. A qualidade e os recursos dispon veis tamb m dependem da configura o escolhida por cada emissora. A TV 3.0 foi projetada para suportar diferentes modos de transmiss o, inclusive combina es entre SISO, com uma via de recep o, e MIMO, com duas. N o use um adaptador em "Y" Um erro que deve ser evitado tentar transformar o cabo nico da antena em dois por meio de um divisor de sinal para preencher as duas entradas do conversor. Isso n o transforma uma antena comum em uma antena MIMO. Um divisor passivo de duas vias reduz a pot ncia dispon vel em cada sa da. Em condi es ideais, a divis o j corresponde a uma perda pr xima de 3 dB, sem contar as perdas adicionais do pr prio componente e dos cabos. Al m disso, as duas entradas de um sistema MIMO existem para receber sinais distintos, associados s diferentes polariza es. Dividir exatamente o mesmo sinal em dois n o cria uma segunda polariza o e pode apenas piorar a recep o. Portanto, nada de adaptadores em "T" ou "Y" para tentar alimentar as duas entradas. Para que servem as duas entradas do conversor? Para usar o sistema MIMO como projetado, necess ria uma antena compat vel com a tecnologia. Essas antenas trabalham com duas vias de recep o, associadas s diferentes polariza es do sinal, e entregam dois sinais separados ao receptor. por isso que os equipamentos preparados para esse cen rio possuem duas entradas RF. O F rum SBTVD define o modo MIMO como uma configura o na qual s o criados dois caminhos de sinal ligados a antenas com polariza es cruzadas. A tecnologia tem papel importante no ganho de efici ncia e na robustez da nova TV aberta. J existem kits comerciais que incluem antenas desenvolvidas para a nova gera o. O mercado, por m, ainda est no come o, e a expans o deve acontecer aos poucos conforme o sinal da DTV+ chegar a mais cidades. O maior problema n o a antena, mas a TV Mesmo que sua antena atual possa ser reaproveitada, h outro componente que n o pode ser ignorado: o televisor. As TVs vendidas at agora no Brasil n o possuem o hardware necess rio para decodificar diretamente o sinal da DTV+. Uma simples atualiza o de software tamb m n o resolve o problema, j que a nova gera o usa uma camada f sica diferente e novos padr es de compress o de v deo. Assim, para assistir TV 3.0 em um televisor atual, necess rio usar um conversor externo compat vel. A instala o semelhante dos antigos conversores usados na migra o da TV anal gica para a digital. A antena ligada ao conversor, enquanto um cabo HDMI leva a imagem e o som at a televis o. No futuro, os televisores devem sair de f brica com o receptor da DTV+ integrado. At que isso aconte a de forma ampla, o conversor externo ser o caminho para quem quiser acessar o novo padr o sem trocar de TV. A implementa o, por m, depende de cada fabricante, e a TCL, Samsung e LG j se manifestaram sobre quando a novidade chega em cada caso. A TV 3.0, apesar de novidade no Brasil, j existe em outros pa ses, com outros nomes, e mudou bastante a usabilidade para os espectadores que j aproveitam a tecnologia. {{WHATSAPP_CHANNEL}}