Migrantes correm e comemoram ao atravessar a pé para o enclave norte-africano de Ceuta, vindos do Marrocos FARO TV via REUTERS As redes sociais Meta e TikTok concordaram em verificar a veracidade do conteúdo relacionado às travessias de fronteira para a Espanha, após a corrida em massa para entrar no enclave espanhol de Ceuta vindo de Marrocos, afirmou a chefe de tecnologia da União Europeia, Henna Virkkunen. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O objetivo é impedir que redes criminosas induzam potenciais imigrantes a tentar a travessia com informações falsas, o que já resultou em mortes trágicas, disse ela em uma postagem no X na noite de segunda-feira. Mais de 70 mil imigrantes em potencial invadiram Ceuta em 30 de julho, em uma onda que deixou quase 100 mortos. Eles foram incentivados por alguns vídeos que se tornaram virais, incluindo alguns publicados por um veículo de notícias espanhol com o objetivo de destacar o peso das pressões imigratórias. Crise em Ceuta completa uma semana ainda sem respostas Meta e TikTok concordaram com a UE em estabelecer um “mecanismo ad hoc de escalonamento e cooperação com verificadores de fatos” como parte dos protocolos de crise, de acordo com a postagem. LEIA TAMBÉM Travessia mortal: MAPA mostra rotas por mar e terra em que imigrantes se arriscam para chegar à Europa Espanha impõe controles de fronteira a viajantes vindos da Itália em meio a disputa sobre imigração As plataformas também se comprometeram a proibir conteúdos relacionados ao tráfico de pessoas, acrescentou um porta-voz da Comissão na terça-feira. O porta-voz disse aos repórteres que as plataformas agem para bloquear ou reduzir a prioridade do conteúdo de forma voluntária — a Comissão Europeia não as obriga a remover nenhum conteúdo, mas abre um diálogo com elas para que ajam com responsabilidade. A Comissão e a força policial pan-europeia Europol estão discutindo a situação com as duas empresas diariamente, segundo a publicação de Virkkunen.