O Brasil virou uma espécie de laboratório global para o uso de inteligência artificial em eleições, segundo a OpenAI. Bruno Lewicki, diretor de políticas públicas da empresa na América Latina, afirmou que o pleito brasileiro de 2026 será um “grande teste” e poderá servir de referência para eleições futuras em países como França e Espanha. A avaliação leva em conta a disseminação da IA generativa, as regras adotadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as medidas implementadas pela própria OpenAI para tentar limitar abusos políticos envolvendo o ChatGPT. “Em 2026, temos um momento de virada por causa da disseminação que a IA tem no mundo hoje”, disse Lewicki à Folha de S.Paulo. Segundo ele, parte do que acontecer no Brasil deverá gerar aprendizados para outros processos eleitorais. Por que o Brasil virou um teste para a OpenAI? A eleição brasileira acontece no segundo grande ciclo eleitoral global desde que ferramentas de IA generativa passaram a ser amplamente utilizadas, segundo a OpenAI. A companhia afirma que pretende usar experiências de 2024 e 2026 para ajustar medidas de proteção em outros países. No Brasil, a empresa também precisa seguir regras específicas da Justiça Eleitoral. A OpenAI apresentou um plano de conformidade relacionado às normas do TSE e criou um canal próprio para receber determinações e comunicações de autoridades brasileiras. Entre as medidas anunciadas estão mecanismos contra interferência eleitoral, operações de influência e tentativas de enganar usuários sobre a origem de conteúdos produzidos por IA. A empresa também afirma monitorar possíveis vieses políticos do ChatGPT e diz que o sistema deve evitar respostas formuladas para conduzir o usuário a determinada posição política. O que o ChatGPT pode fazer nas eleições? A OpenAI permite que usuários recorram ao ChatGPT para buscar informações sobre eleições, compreender propostas, analisar argumentos e consultar dados públicos. Há, porém, limitações para usos políticos. A empresa proíbe o emprego de suas ferramentas em campanhas automatizadas em larga escala a favor ou contra candidatos, partidos ou propostas, além de interferência eleitoral e conteúdos destinados a desencorajar a participação no pleito. Nas eleições de 2026, o ChatGPT também deverá mostrar contagens de votos ao vivo fornecidas pela Associated Press no Brasil e nos Estados Unidos. A empresa afirma ainda que pretende direcionar usuários a fontes confiáveis quando houver dúvidas sobre votação e resultados. Outra frente envolve identificar conteúdos criados por IA. A OpenAI trabalha com metadados C2PA e marcas d'água digitais para permitir a verificação da origem de determinadas imagens produzidas por seus sistemas, embora reconheça que esses mecanismos não resolvem sozinhos o problema da desinformação. Brasil também endureceu regras para IA nas eleições As eleições de 2026 terão restrições específicas para conteúdos sintéticos. A resolução do TSE determina que propaganda eleitoral produzida ou significativamente alterada por IA seja identificada de forma explícita. A norma também proíbe a publicação ou republicação de novos conteúdos sintéticos que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas entre 72 horas antes e 24 horas depois do término da votação, mesmo que estejam devidamente identificados. É nesse ambiente que a OpenAI espera testar suas próprias barreiras. Lewicki reconheceu que parte do desafio ocorre depois que um conteúdo deixa a ferramenta de IA e passa a circular por redes sociais ou aplicativos de mensagens, o que também envolve políticas das plataformas e o comportamento dos próprios usuários. Para a empresa, a eleição brasileira deve ajudar a mostrar quais medidas funcionam quando IA generativa, regras eleitorais específicas e plataformas digitais precisam conviver durante uma campanha de grande escala. Veja também no Canaltech: Como a IA pode impactar negativamente as Eleições 2026 {{WHATSAPP_CHANNEL}}
O Brasil virou uma esp cie de laborat rio global para o uso de intelig ncia artificial em elei es, segundo a OpenAI. Bruno Lewicki, diretor de pol ticas p blicas da empresa na Am rica Latina, afirmou que o pleito brasileiro de 2026 ser um “grande teste” e poder servir de refer ncia para elei es futuras em pa ses como Fran a e Espanha. A avalia o leva em conta a dissemina o da IA generativa, as regras adotadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as medidas implementadas pela pr pria OpenAI para tentar limitar abusos pol ticos envolvendo o ChatGPT. “Em 2026, temos um momento de virada por causa da dissemina o que a IA tem no mundo hoje”, disse Lewicki Folha de S.Paulo. Segundo ele, parte do que acontecer no Brasil dever gerar aprendizados para outros processos eleitorais. Por que o Brasil virou um teste para a OpenAI? A elei o brasileira acontece no segundo grande ciclo eleitoral global desde que ferramentas de IA generativa passaram a ser amplamente utilizadas, segundo a OpenAI. A companhia afirma que pretende usar experi ncias de 2024 e 2026 para ajustar medidas de prote o em outros pa ses. No Brasil, a empresa tamb m precisa seguir regras espec ficas da Justi a Eleitoral. A OpenAI apresentou um plano de conformidade relacionado s normas do TSE e criou um canal pr prio para receber determina es e comunica es de autoridades brasileiras. Entre as medidas anunciadas est o mecanismos contra interfer ncia eleitoral, opera es de influ ncia e tentativas de enganar usu rios sobre a origem de conte dos produzidos por IA. A empresa tamb m afirma monitorar poss veis vieses pol ticos do ChatGPT e diz que o sistema deve evitar respostas formuladas para conduzir o usu rio a determinada posi o pol tica. O que o ChatGPT pode fazer nas elei es? A OpenAI permite que usu rios recorram ao ChatGPT para buscar informa es sobre elei es, compreender propostas, analisar argumentos e consultar dados p blicos. H , por m, limita es para usos pol ticos. A empresa pro be o emprego de suas ferramentas em campanhas automatizadas em larga escala a favor ou contra candidatos, partidos ou propostas, al m de interfer ncia eleitoral e conte dos destinados a desencorajar a participa o no pleito. Nas elei es de 2026, o ChatGPT tamb m dever mostrar contagens de votos ao vivo fornecidas pela Associated Press no Brasil e nos Estados Unidos. A empresa afirma ainda que pretende direcionar usu rios a fontes confi veis quando houver d vidas sobre vota o e resultados. Outra frente envolve identificar conte dos criados por IA. A OpenAI trabalha com metadados C2PA e marcas d' gua digitais para permitir a verifica o da origem de determinadas imagens produzidas por seus sistemas, embora reconhe a que esses mecanismos n o resolvem sozinhos o problema da desinforma o. Brasil tamb m endureceu regras para IA nas elei es As elei es de 2026 ter o restri es espec ficas para conte dos sint ticos. A resolu o do TSE determina que propaganda eleitoral produzida ou significativamente alterada por IA seja identificada de forma expl cita. A norma tamb m pro be a publica o ou republica o de novos conte dos sint ticos que utilizem imagem, voz ou manifesta o de candidatos ou pessoas p blicas entre 72 horas antes e 24 horas depois do t rmino da vota o, mesmo que estejam devidamente identificados. nesse ambiente que a OpenAI espera testar suas pr prias barreiras. Lewicki reconheceu que parte do desafio ocorre depois que um conte do deixa a ferramenta de IA e passa a circular por redes sociais ou aplicativos de mensagens, o que tamb m envolve pol ticas das plataformas e o comportamento dos pr prios usu rios. Para a empresa, a elei o brasileira deve ajudar a mostrar quais medidas funcionam quando IA generativa, regras eleitorais espec ficas e plataformas digitais precisam conviver durante uma campanha de grande escala. Veja tamb m no Canaltech: Como a IA pode impactar negativamente as Elei es 2026 {{WHATSAPP_CHANNEL}}