Sergey Brin, cofundador do Google, voltou a se envolver de forma intensa no desenvolvimento do Gemini, principal família de modelos de inteligência artificial da empresa. Mesmo sem ocupar um cargo executivo, ele passou a atuar diretamente sobre decisões técnicas e estratégicas do projeto a partir de uma espécie de centro de comando improvisado em uma microcozinha na sede do Google, na Califórnia. A informação foi publicada originalmente pelo Business Insider. Segundo relatos de oito funcionários atuais e antigos ouvidos pelo BI, Brin ganhou influência sobre o Gemini em um momento de pressão crescente sobre o Google na disputa com empresas como OpenAI e Anthropic. Brin transformou uma microcozinha em centro de operações O espaço fica no prédio Gradient Canopy, em Mountain View, próximo à sede principal do Google. A área, que originalmente funcionava como uma microcozinha, passou a concentrar mesas ocupadas por Brin e integrantes importantes da equipe responsável pelo Gemini. Koray Kavukcuoglu, que assumiu como vice-presidente sênior do Google DeepMind após a recente reorganização da divisão, também trabalha no local. Equipes dedicadas ao desenvolvimento das capacidades de programação do Gemini foram instaladas próximas ao cofundador, segundo os relatos. A proximidade com Brin também teria uma função prática. Funcionários relataram que conseguir acesso aos chips necessários para treinar e executar modelos pode exigir aprovações internas e negociações entre diferentes equipes. A influência do cofundador permitiria acelerar algumas dessas decisões. Um ex-funcionário resumiu ao Business Insider que Brin quer conduzir o desenvolvimento do Gemini com uma dinâmica semelhante à de uma startup, reduzindo etapas burocráticas. Cofundador voltou a atuar em decisões técnicas A participação de Brin vai além de reuniões sobre estratégia. Segundo as fontes ouvidas pelo BI, ele acompanha discussões sobre tamanho dos modelos, cronogramas de lançamento e caminhos para alcançar a chamada inteligência artificial geral (AGI). Uma das ideias defendidas por Brin envolve o uso de dados obtidos durante a programação de funcionários do Google para treinar o Gemini e melhorar sua capacidade de escrever código. O cofundador também tem pressionado por pesquisas relacionadas à melhoria recursiva dos sistemas de IA, conceito em que modelos seriam capazes de contribuir para o aprimoramento de versões futuras. A postura também já provocou decisões controversas. Em 2025, Brin participou de discussões sobre o projeto Frozen, que buscava incorporar uma versão da arquitetura do Gemini diretamente em um chip. O projeto foi posteriormente reformulado e retomado como Frozen v2, mas recebeu menos recursos neste ano, de acordo com os relatos. Google reorganizou liderança do DeepMind O retorno de Brin acontece após uma mudança significativa na estrutura do Google DeepMind. Em agosto, Demis Hassabis deixou o cargo de CEO da divisão e passou a atuar como cientista-chefe da Alphabet. Kavukcuoglu assumiu a liderança operacional do laboratório. A mudança transferiu parte do centro de decisões da operação de Londres para Mountain View e aumentou a influência de executivos ligados diretamente ao desenvolvimento do Gemini. A reorganização ocorreu enquanto o Google enfrenta dificuldades para manter o ritmo de concorrentes na corrida pela IA generativa. A movimentação ocorre ainda em meio à saída de nomes importantes da área de inteligência artificial. Jeff Dean, que passou 27 anos no Google, deixou a companhia recentemente, enquanto Barret Zoph retornou ao Google DeepMind após passagens pela OpenAI e pela Thinking Machines Lab. Veja no Canaltech o que é AGI e por que ela pode representar uma nova era da IA. {{WHATSAPP_CHANNEL}}

Sergey Brin, cofundador do Google, voltou a se envolver de forma intensa no desenvolvimento do Gemini, principal fam lia de modelos de intelig ncia artificial da empresa. Mesmo sem ocupar um cargo executivo, ele passou a atuar diretamente sobre decis es t cnicas e estrat gicas do projeto a partir de uma esp cie de centro de comando improvisado em uma microcozinha na sede do Google, na Calif rnia. A informa o foi publicada originalmente pelo Business Insider. Segundo relatos de oito funcion rios atuais e antigos ouvidos pelo BI, Brin ganhou influ ncia sobre o Gemini em um momento de press o crescente sobre o Google na disputa com empresas como OpenAI e Anthropic. Brin transformou uma microcozinha em centro de opera es O espa o fica no pr dio Gradient Canopy, em Mountain View, pr ximo sede principal do Google. A rea, que originalmente funcionava como uma microcozinha, passou a concentrar mesas ocupadas por Brin e integrantes importantes da equipe respons vel pelo Gemini. Koray Kavukcuoglu, que assumiu como vice-presidente s nior do Google DeepMind ap s a recente reorganiza o da divis o, tamb m trabalha no local. Equipes dedicadas ao desenvolvimento das capacidades de programa o do Gemini foram instaladas pr ximas ao cofundador, segundo os relatos. A proximidade com Brin tamb m teria uma fun o pr tica. Funcion rios relataram que conseguir acesso aos chips necess rios para treinar e executar modelos pode exigir aprova es internas e negocia es entre diferentes equipes. A influ ncia do cofundador permitiria acelerar algumas dessas decis es. Um ex-funcion rio resumiu ao Business Insider que Brin quer conduzir o desenvolvimento do Gemini com uma din mica semelhante de uma startup, reduzindo etapas burocr ticas. Cofundador voltou a atuar em decis es t cnicas A participa o de Brin vai al m de reuni es sobre estrat gia. Segundo as fontes ouvidas pelo BI, ele acompanha discuss es sobre tamanho dos modelos, cronogramas de lan amento e caminhos para alcan ar a chamada intelig ncia artificial geral (AGI). Uma das ideias defendidas por Brin envolve o uso de dados obtidos durante a programa o de funcion rios do Google para treinar o Gemini e melhorar sua capacidade de escrever c digo. O cofundador tamb m tem pressionado por pesquisas relacionadas melhoria recursiva dos sistemas de IA, conceito em que modelos seriam capazes de contribuir para o aprimoramento de vers es futuras. A postura tamb m j provocou decis es controversas. Em 2025, Brin participou de discuss es sobre o projeto Frozen, que buscava incorporar uma vers o da arquitetura do Gemini diretamente em um chip. O projeto foi posteriormente reformulado e retomado como Frozen v2, mas recebeu menos recursos neste ano, de acordo com os relatos. Google reorganizou lideran a do DeepMind O retorno de Brin acontece ap s uma mudan a significativa na estrutura do Google DeepMind. Em agosto, Demis Hassabis deixou o cargo de CEO da divis o e passou a atuar como cientista-chefe da Alphabet. Kavukcuoglu assumiu a lideran a operacional do laborat rio. A mudan a transferiu parte do centro de decis es da opera o de Londres para Mountain View e aumentou a influ ncia de executivos ligados diretamente ao desenvolvimento do Gemini. A reorganiza o ocorreu enquanto o Google enfrenta dificuldades para manter o ritmo de concorrentes na corrida pela IA generativa. A movimenta o ocorre ainda em meio sa da de nomes importantes da rea de intelig ncia artificial. Jeff Dean, que passou 27 anos no Google, deixou a companhia recentemente, enquanto Barret Zoph retornou ao Google DeepMind ap s passagens pela OpenAI e pela Thinking Machines Lab. Veja no Canaltech o que AGI e por que ela pode representar uma nova era da IA. {{WHATSAPP_CHANNEL}}