O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trocaram afagos nesta segunda-feira (17) durante uma visita ao navio-sonda da Petrobras no Oiapoque, município localizado no extremo norte do Amapá. Foi a primeira aparição pública deles após terem a relação política restabelecida. Os dois estavam com a relação rompida desde que o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF, em abril deste ano. LEIA TAMBÉM: 'Diálogo restabelecido', diz Alcolumbre sobre reunião com Lula Lula e Alcolumbre visitaram o navio-sonda da Petrobras que realiza a prospecção de petróleo atividade em águas profundas na Margem Equatorial, na Foz do Amazonas. Alcolumbre acompanha Lula em visita a navio Na última sexta (14), a Petrobras anunciou que encontrou hidrocarbonetos em um poço exploratório na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A descoberta indica a presença de petróleo ou gás natural na região. Senador pelo Amapá, Alcolumbre é um dos principais articuladores políticos em defesa da exploração de petróleo na Margem Equatorial, área que abrange a costa amapaense. Durante discurso, o presidente do Senado afirmou que Lula enfrentou "tudo e todos para defender" o projeto. "Reconhecimento é fazer justiça. É preciso que a gente de uma vez por todas reconheça no Brasil aqueles que enfrentaram causas e muitas das vezes foram contestadas ou até mesmo criticadas, não só por parte de brasileiros que não compreendem a importância da soberania energética, sobretudo aqueles outros países que infelizmente insistem em querer tutelar o futuro do brasil e dos brasileiros", afirmou. Alcolumbre também defendeu a soberania brasileira. "Sob a sua liderança e a trincheira de defesa do Congresso, dizemos de uma vez por todas: deixem que nós brasileiros, que lutamos pela defesa do Brasil, que nós decidamos o que queremos para o Brasil", disse o presidente do Senado. Em seguida, o presidente Lula fez elogios a Alcolculmbre e afirmou que o amapaense "teve uma atitude muito importante para o Brasil" nesta semana, em referência ao fato de o senador ter encaminhado para análise das comissões as três principais prioridades do governo federal na Casa. Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga); PEC da Segurança Pública; Projeto de lei que estabelece o marco legal de minerais críticos e terras raras. "Essa semana, tive uma conversa com o senador Alcolumbre e ele mandou para as comissões três projetos de importância vital para o Brasil", disse o presidente. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ricardo Stuckert / PR Os temas estavam parados na gaveta de Alcolumbre em função do rompimento entre ele e Lula. Os dois retomaram o diálogo nas últimas semanas e, apenas na semana passada, se encontraram três vezes. Apesar de o despacho de Alcolumbre ser um gesto ao governo e a Lula na véspera do início da campanha, a avaliação no Senado é que esses temas devem ficar para depois das eleições. Antes das eleições, o Congresso terá só mais uma semana de esforço concentrado no início do mês de setembro. Distanciamento, atrito e apoio à eleição O distanciamento entre Lula e Alcolumbre foi atribuído por aliados dos dois lados a divergências ocorridas ao longo do primeiro semestre. A relação ficou mais estremecida desde a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF, e à rejeição do nome dele articulada pelo presidente do Senado. Nos últimos dias, porém, ambos passaram a dar sinais públicos de retomada do diálogo, movimento visto por integrantes do governo como essencial para garantir a votação de projetos considerados estratégicos para o Planalto na reta final do mandato. Após a reunião entre Lula e Alcolumbre, o ministro das Relações Institucionais afirmou também que, independente dos trâmites no Senado Federal, Alcolumbre apoiará a chapa petista nas eleições de 2026.
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August 17, 2026 at 9:50 PM
Após reaproximação, Alcolumbre e Lula trocam afagos em evento da Petrobras no Amapá
G1 Política