O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (10) estar satisfeito com as decisões que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tomou nesta quarta-feira (9) em meio à crise na Corte. "Se a Suprema Corte vira uma balburdia, ninguém conversa com ninguém, ninguém confia em ninguém. Todo mundo acuta todo mundo. O presidente tem que assumir o presencialismo e colocar ordem na casa. Então eu estou satisfeito que o Fachin colocou ordem na Casa. Ainda falta apurar quem é culpado de verdade", disse Lula. Crise no STF envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes começou a partir de decisões relacionadas às investigações sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Agora no g1 A fala foi durante entrevista ao SBT. Nesta quarta, o ministro Edson Fachin suspendeu a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Também foi suspensa a decisão de Flávio Dino que os reintegrou aos cargos. Edson Fachin também levou para si a relatoria de investigações do chamado "Inquérito das Fake News" e suspendeu "todo e qualquer procedimento" de investigação contra integrantes do STF. LEIA TAMBÉM: 'Zelar pela integridade da Corte': Fachin envia recados em meio à crise no STF; veja o que pode acontecer Além disso, também foi suspensa a apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre possível interferência na produção do relatório da PF que apontou uma relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero. Também nesta quarta, Edson Fachin convocou uma sessão do plenário da Corte para discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da PF que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Ricardo Stuckert A crise no STF A crise no STF envolvendo Mendonça e Moraes começou a partir de decisões nas investigações sobre o Banco Master. Envolveu também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino. Antes da divulgação do relatório que desencadeou a sequência de decisões, já havia divergências entre o gabinete de André Mendonça e a direção da PF sobre o andamento das investigações do caso Master. 🔎 Mendonça é relator de apurações relacionadas ao banco e de um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia orientado Andrei Rodrigues a procurar o ministro para discutir a relação entre a PF e o gabinete do relator.
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September 10, 2026 at 11:13 PM
Lula diz estar satisfeito com decisões de Fachin sobre crise no STF: 'colocou ordem na casa'
G1 Política