O seu celular caiu na água? Antes de pegar o pote de arroz, pare. Esse truque do arroz é o pior erro que você pode cometer. Apesar de ser uma prática muito conhecida para tentar recuperar eletrônicos molhados, não é uma boa estratégia e pode até criar um problema que não existia antes. O arroz consegue absorver parte da umidade que está na superfície, mas não tem capacidade de retirar a água que se infiltrou profundamente no aparelho. Ao mesmo tempo, o pó liberado pelos grãos pode entrar em portas, microfones, alto-falantes e conectores. 📱 Veja as melhores promoções de hoje no WhatsApp do CT Ofertas Em determinadas condições, esse material pode se misturar à água e formar uma pasta capaz de favorecer curtos-circuitos, oxidação e corrosão dos componentes internos. Então o que fazer quando o celular cai na água? A resposta envolve desligar o aparelho rapidamente, evitar determinadas ações, entender o que significam as certificações IP67 e IP68 e apostar em uma secagem controlada. Por que colocar o celular no arroz é uma má ideia? A origem do truque não é completamente absurda. O arroz é capaz de absorver umidade superficial, o que ajuda a explicar por que os grãos são usados, por exemplo, em saleiros para evitar que o sal fique empedrado em ambientes úmidos. O problema é transportar essa propriedade para dentro de um smartphone. A água que entra por uma porta USB, alto-falante, microfone ou outra abertura pode alcançar regiões internas que não ficam expostas ao arroz. Os grãos não conseguem “puxar” essa água de dentro da placa lógica ou de componentes microscópicos. Em entrevista ao Canaltech, Valter Klein Junior, engenheiro eletricista, mestre em Engenharia Elétrica e professor do curso de Engenharia Elétrica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) explica: “O arroz consegue absorver a umidade superficial do aparelho. No entanto, ele não tem capacidade de sucção para puxar a água que já se alojou profundamente nos componentes internos”. Existe ainda um agravante: o pó, já que ao manipular arroz, pequenas partículas podem se desprender dos grãos. Em um smartphone, elas podem encontrar justamente as aberturas por onde a água também conseguiu entrar. O que o pó de arroz faz dentro do celular? Portas e conectores são regiões especialmente delicadas porque possuem contatos elétricos e pequenas aberturas. Em aparelhos sem proteção adequada contra água e poeira, partículas podem entrar por conexões, microfones e alto-falantes. Como a água consegue penetrar nesses espaços com mais facilidade do que sair completamente, a combinação de umidade e resíduos pode permanecer por bastante tempo. É aí que começa um problema que vai além da simples sujeira. O pó de arroz é composto principalmente por amido. Quando esse material entra em contato com a água que ficou retida no interior do aparelho, pode formar uma espécie de pasta. De acordo com Junior, essa mistura pode adquirir características que favorecem a condução elétrica e criar caminhos indesejados entre regiões da placa: “O pó de arroz (amido) entra em contato com a água retida no aparelho e forma uma pasta. Como o amido contém sais minerais, essa pasta úmida ganha características condutoras de eletricidade." Em uma placa eletrônica, a eletricidade precisa percorrer caminhos cuidadosamente definidos. Quando uma substância úmida cria uma ligação entre pontos que não deveriam estar conectados, pode ocorrer um curto-circuito. A presença de água e contaminantes também favorece processos de oxidação e corrosão dos contatos metálicos, incluindo os de cobre presentes na placa. Isso significa que um celular pode até voltar a funcionar depois de um acidente com água e apresentar problemas somente mais tarde. O que fazer ao molhar o celular? A primeira providência depois de molhar o smartphone é desligar o mais rápido possível. Enquanto o aparelho está energizado, a água presente em locais inadequados pode facilitar a passagem de corrente entre componentes. Quanto mais tempo o circuito permanece funcionando nessas condições, maior é a oportunidade para ocorrer um curto ou para processos de corrosão começarem. Mas como desligar o aparelho sem piorar a situação? Se a tela ainda estiver respondendo, o ideal é usar o comando virtual para desligá-lo. “Deve-se evitar ao máximo pressionar botões físicos, como os de volume ou o próprio liga/desliga mecânico”, orienta Junior. Isso porque a pressão sobre os botões pode movimentar água que ficou acumulada nas frestas e favorecer sua entrada em regiões mais profundas. O próprio acionamento mecânico pode fechar um circuito em um momento em que há umidade presente. Depois de desligar o aparelho, a recomendação é não tentar ligar novamente para verificar se está funcionando. Esse teste aparentemente inofensivo pode transformar um aparelho que ainda tinha possibilidade de recuperação em um equipamento com danos elétricos mais graves. O que fazer depois que o celular cai na água? Depois de desligar o aparelho, o primeiro passo é remover o excesso de água da parte externa. Use uma toalha macia ou pano que não solte fiapos para secar cuidadosamente a superfície. O objetivo é retirar a água que está do lado de fora sem empurrá-la para dentro. Também é importante remover acessórios e, quando o projeto do aparelho permitir, retirar componentes externos que possam ser removidos com segurança. Depois disso, o celular deve ficar em um local seco, arejado, à sombra e em temperatura ambiente. A ideia é permitir que a umidade evapore gradualmente sem submeter o aparelho a calor ou pressão. Sílica gel ajuda a secar o celular? Entre as alternativas domésticas, a sílica gel é uma opção mais adequada que o arroz. É um material dessecante, ou seja, foi desenvolvida para capturar umidade do ambiente. É justamente por isso que pequenos sachês são encontrados em embalagens de eletrônicos, calçados, bolsas e outros produtos. Com o aparelho desligado e seco externamente, é possível colocar em um recipiente fechado junto com sachês de sílica gel. O cuidado é não soterrar o smartphone em materiais particulados. Diferente do arroz, a sílica em sachês permanece contida e não libera pó diretamente sobre as portas e componentes. Ainda assim, a sílica não é uma espécie de aspirador de água capaz de retirar instantaneamente todo o líquido que chegou à placa. Ela ajuda a criar um ambiente mais seco, favorecendo a remoção gradual da umidade. Ventilador pode acelerar a secagem? É preciso ter cuidado. Pode parecer lógico apontar um ventilador para o celular molhado para acelerar a evaporação. Porém, dependendo da intensidade e da direção do fluxo de ar, existe o risco de empurrar gotículas para dentro de regiões ainda mais profundas. O mesmo vale para tentar soprar o aparelho com a boca. Por isso, em vez de direcionar um jato forte de ar para as aberturas, é mais seguro manter o smartphone em um ambiente seco e ventilado, permitindo que a umidade evapore naturalmente. O objetivo não é fazer a água viajar para outra parte do aparelho, mas permitir que ela saia gradualmente na forma de vapor. Pode usar secador de cabelo? Não pode usar secador de cabelo para secar o celular. Um secador pode elevar a temperatura de componentes, adesivos, borrachas e outros materiais usados na construção do aparelho. Além disso, o fluxo de ar pode deslocar a água para regiões internas. “Sob nenhuma hipótese aplique calor”, alerta Valter. Isso significa que também não é uma boa ideia colocar o smartphone atrás da geladeira, no forno ou em qualquer outro local utilizado para aquecê-lo. E colocar um celular molhado no micro-ondas é especialmente perigoso, já que, além de poder destruir completamente o aparelho, existe risco relacionado à bateria e aos componentes metálicos. A secagem precisa acontecer em temperatura ambiente, sem improvisar fontes de calor. O que significam IP67 e IP68? Se o celular possui resistência à água, provavelmente você já encontrou códigos como IP67 ou IP68 nas especificações. IP significa Ingress Protection, ou Proteção contra Entrada. É uma classificação internacional usada para indicar o nível de proteção de equipamentos contra a entrada de sólidos e líquidos. O código possui dois números. O primeiro número indica a proteção contra partículas sólidas, como poeira. O número 6 representa o nível máximo dessa escala e indica proteção contra a entrada de poeira. O segundo número indica a proteção contra água. É importante lembrar que IP67 e IP68 não significam simplesmente “à prova d'água”. Eles descrevem condições específicas de teste. Qual é a diferença entre IP67 e IP68? Um aparelho com IP67 possui proteção contra submersão em água doce de até 1 metro de profundidade por no máximo 30 minutos, nas condições previstas para o teste. Já o IP68 oferece proteção para submersões mais profundas. A profundidade exata varia conforme o fabricante e o modelo, podendo ficar, por exemplo, entre 1,5 e 6 metros, também dentro das condições especificadas pelo fabricante. Portanto, não existe uma regra universal dizendo que todo celular IP68 pode ficar exatamente 6 metros debaixo d'água. A certificação indica o desempenho em condições determinadas de laboratório, e os detalhes precisam ser conferidos para cada aparelho. IP67 e IP68 protegem contra qualquer tipo de água? Esse é um dos pontos mais importantes para interpretar corretamente uma certificação de resistência à água. Os testes são realizados em condições controladas e, em geral, consideram água doce e parada. Isso não significa que o aparelho esteja protegido contra qualquer situação envolvendo líquidos. A água do mar, por exemplo, contém sais que podem acelerar processos corrosivos. Já a água de piscina contém produtos químicos, como cloro, que podem afetar materiais de vedação. Também existe diferença entre submergir um celular em água parada e submetê-lo a um jato sob pressão. Uma cachoeira, uma torneira forte ou um equipamento de limpeza podem exercer uma pressão diferente daquela considerada nos testes. Vapor do banho é perigoso para o celular? O vapor é outro caso que costuma passar despercebido. Ter certificação IP não significa que seja seguro levar o smartphone para um banho quente. O vapor pode encontrar caminhos diferentes daqueles considerados nos testes de submersão. Além disso, variações de temperatura podem afetar materiais e vedações. Por isso, mesmo um aparelho com IP67 ou IP68 não deve ser tratado como um dispositivo próprio para ficar no banheiro durante um banho quente. A certificação oferece uma camada de proteção, mas não transforma o smartphone em um equipamento destinado a contato constante com água. Então o que realmente salva um celular molhado? Não existe um truque capaz de garantir que um smartphone molhado será recuperado. O que existe é uma sequência de medidas que reduz as chances de agravar o dano. O primeiro passo é desligar o aparelho rapidamente. Depois, retire a água da superfície com um pano macio e mantenha o celular em um local seco, arejado e sem exposição ao calor. Se houver sílica gel disponível, os sachês podem ser colocados junto ao aparelho em um recipiente fechado para ajudar a reduzir a umidade do ambiente. O que deve ser evitado é tão importante quanto o que fazer: não coloque o celular no arroz, não use secador, não aqueça o aparelho, não sopre diretamente nas aberturas e não fique ligando o dispositivo para testar se voltou a funcionar. Se o aparelho sofreu uma imersão significativa ou apresentar comportamento estranho depois de secar, procurar assistência técnica é a alternativa mais segura. Afinal, o arroz realmente estraga o celular? O problema do arroz não é que os grãos sejam capazes de “queimar” imediatamente o smartphone. A questão é que o método não resolve de maneira eficiente a umidade interna e ainda pode introduzir partículas no aparelho. Como explica Valter, o arroz absorve parte da umidade superficial, mas não consegue retirar adequadamente a água que chegou a componentes internos. O pó também pode se misturar à umidade e formar resíduos que favorecem problemas elétricos e corrosão. Por isso, diante de um celular molhado, a melhor estratégia não é procurar um truque milagroso. Desligue o aparelho, seque a parte externa, evite pressionar botões, não aplique calor e deixe-o em um ambiente seco e ventilado. A sílica gel pode ajudar no processo de desumidificação, desde que usada sem contato direto de partículas com as aberturas. No fim, quanto menos a água for movimentada pelo interior do aparelho e quanto mais rápido ele deixar de receber energia, maiores são as chances de evitar que um acidente com líquido se transforme em um dano permanente. Então é isso: o truque do arroz é o pior erro que você pode cometer. Quer saber mais? Veja o que o celular a prova d'água tem de diferente e como não molha por dentro. {{WHATSAPP_CHANNEL}}
O seu celular caiu na gua? Antes de pegar o pote de arroz, pare. Esse truque do arroz o pior erro que voc pode cometer. Apesar de ser uma pr tica muito conhecida para tentar recuperar eletr nicos molhados, n o uma boa estrat gia e pode at criar um problema que n o existia antes. O arroz consegue absorver parte da umidade que est na superf cie, mas n o tem capacidade de retirar a gua que se infiltrou profundamente no aparelho. Ao mesmo tempo, o p liberado pelos gr os pode entrar em portas, microfones, alto-falantes e conectores. 📱 Veja as melhores promo es de hoje no WhatsApp do CT Ofertas Em determinadas condi es, esse material pode se misturar gua e formar uma pasta capaz de favorecer curtos-circuitos, oxida o e corros o dos componentes internos. Ent o o que fazer quando o celular cai na gua? A resposta envolve desligar o aparelho rapidamente, evitar determinadas a es, entender o que significam as certifica es IP67 e IP68 e apostar em uma secagem controlada. Por que colocar o celular no arroz uma m ideia? A origem do truque n o completamente absurda. O arroz capaz de absorver umidade superficial, o que ajuda a explicar por que os gr os s o usados, por exemplo, em saleiros para evitar que o sal fique empedrado em ambientes midos. O problema transportar essa propriedade para dentro de um smartphone. A gua que entra por uma porta USB, alto-falante, microfone ou outra abertura pode alcan ar regi es internas que n o ficam expostas ao arroz. Os gr os n o conseguem “puxar” essa gua de dentro da placa l gica ou de componentes microsc picos. Em entrevista ao Canaltech, Valter Klein Junior, engenheiro eletricista, mestre em Engenharia El trica e professor do curso de Engenharia El trica da Pontif cia Universidade Cat lica do Paran (PUCPR) explica: “O arroz consegue absorver a umidade superficial do aparelho. No entanto, ele n o tem capacidade de suc o para puxar a gua que j se alojou profundamente nos componentes internos”. Existe ainda um agravante: o p , j que ao manipular arroz, pequenas part culas podem se desprender dos gr os. Em um smartphone, elas podem encontrar justamente as aberturas por onde a gua tamb m conseguiu entrar. O que o p de arroz faz dentro do celular? Portas e conectores s o regi es especialmente delicadas porque possuem contatos el tricos e pequenas aberturas. Em aparelhos sem prote o adequada contra gua e poeira, part culas podem entrar por conex es, microfones e alto-falantes. Como a gua consegue penetrar nesses espa os com mais facilidade do que sair completamente, a combina o de umidade e res duos pode permanecer por bastante tempo. a que come a um problema que vai al m da simples sujeira. O p de arroz composto principalmente por amido. Quando esse material entra em contato com a gua que ficou retida no interior do aparelho, pode formar uma esp cie de pasta. De acordo com Junior, essa mistura pode adquirir caracter sticas que favorecem a condu o el trica e criar caminhos indesejados entre regi es da placa: “O p de arroz (amido) entra em contato com a gua retida no aparelho e forma uma pasta. Como o amido cont m sais minerais, essa pasta mida ganha caracter sticas condutoras de eletricidade." Em uma placa eletr nica, a eletricidade precisa percorrer caminhos cuidadosamente definidos. Quando uma subst ncia mida cria uma liga o entre pontos que n o deveriam estar conectados, pode ocorrer um curto-circuito. A presen a de gua e contaminantes tamb m favorece processos de oxida o e corros o dos contatos met licos, incluindo os de cobre presentes na placa. Isso significa que um celular pode at voltar a funcionar depois de um acidente com gua e apresentar problemas somente mais tarde. O que fazer ao molhar o celular? A primeira provid ncia depois de molhar o smartphone desligar o mais r pido poss vel. Enquanto o aparelho est energizado, a gua presente em locais inadequados pode facilitar a passagem de corrente entre componentes. Quanto mais tempo o circuito permanece funcionando nessas condi es, maior a oportunidade para ocorrer um curto ou para processos de corros o come arem. Mas como desligar o aparelho sem piorar a situa o? Se a tela ainda estiver respondendo, o ideal usar o comando virtual para deslig -lo. “Deve-se evitar ao m ximo pressionar bot es f sicos, como os de volume ou o pr prio liga/desliga mec nico”, orienta Junior. Isso porque a press o sobre os bot es pode movimentar gua que ficou acumulada nas frestas e favorecer sua entrada em regi es mais profundas. O pr prio acionamento mec nico pode fechar um circuito em um momento em que h umidade presente. Depois de desligar o aparelho, a recomenda o n o tentar ligar novamente para verificar se est funcionando. Esse teste aparentemente inofensivo pode transformar um aparelho que ainda tinha possibilidade de recupera o em um equipamento com danos el tricos mais graves. O que fazer depois que o celular cai na gua? Depois de desligar o aparelho, o primeiro passo remover o excesso de gua da parte externa. Use uma toalha macia ou pano que n o solte fiapos para secar cuidadosamente a superf cie. O objetivo retirar a gua que est do lado de fora sem empurr -la para dentro. Tamb m importante remover acess rios e, quando o projeto do aparelho permitir, retirar componentes externos que possam ser removidos com seguran a. Depois disso, o celular deve ficar em um local seco, arejado, sombra e em temperatura ambiente. A ideia permitir que a umidade evapore gradualmente sem submeter o aparelho a calor ou press o. S lica gel ajuda a secar o celular? Entre as alternativas dom sticas, a s lica gel uma op o mais adequada que o arroz. um material dessecante, ou seja, foi desenvolvida para capturar umidade do ambiente. justamente por isso que pequenos sach s s o encontrados em embalagens de eletr nicos, cal ados, bolsas e outros produtos. Com o aparelho desligado e seco externamente, poss vel colocar em um recipiente fechado junto com sach s de s lica gel. O cuidado n o soterrar o smartphone em materiais particulados. Diferente do arroz, a s lica em sach s permanece contida e n o libera p diretamente sobre as portas e componentes. Ainda assim, a s lica n o uma esp cie de aspirador de gua capaz de retirar instantaneamente todo o l quido que chegou placa. Ela ajuda a criar um ambiente mais seco, favorecendo a remo o gradual da umidade. Ventilador pode acelerar a secagem? preciso ter cuidado. Pode parecer l gico apontar um ventilador para o celular molhado para acelerar a evapora o. Por m, dependendo da intensidade e da dire o do fluxo de ar, existe o risco de empurrar got culas para dentro de regi es ainda mais profundas. O mesmo vale para tentar soprar o aparelho com a boca. Por isso, em vez de direcionar um jato forte de ar para as aberturas, mais seguro manter o smartphone em um ambiente seco e ventilado, permitindo que a umidade evapore naturalmente. O objetivo n o fazer a gua viajar para outra parte do aparelho, mas permitir que ela saia gradualmente na forma de vapor. Pode usar secador de cabelo? N o pode usar secador de cabelo para secar o celular. Um secador pode elevar a temperatura de componentes, adesivos, borrachas e outros materiais usados na constru o do aparelho. Al m disso, o fluxo de ar pode deslocar a gua para regi es internas. “Sob nenhuma hip tese aplique calor”, alerta Valter. Isso significa que tamb m n o uma boa ideia colocar o smartphone atr s da geladeira, no forno ou em qualquer outro local utilizado para aquec -lo. E colocar um celular molhado no micro-ondas especialmente perigoso, j que, al m de poder destruir completamente o aparelho, existe risco relacionado bateria e aos componentes met licos. A secagem precisa acontecer em temperatura ambiente, sem improvisar fontes de calor. O que significam IP67 e IP68? Se o celular possui resist ncia gua, provavelmente voc j encontrou c digos como IP67 ou IP68 nas especifica es. IP significa Ingress Protection, ou Prote o contra Entrada. uma classifica o internacional usada para indicar o n vel de prote o de equipamentos contra a entrada de s lidos e l quidos. O c digo possui dois n meros. O primeiro n mero indica a prote o contra part culas s lidas, como poeira. O n mero 6 representa o n vel m ximo dessa escala e indica prote o contra a entrada de poeira. O segundo n mero indica a prote o contra gua. importante lembrar que IP67 e IP68 n o significam simplesmente “ prova d' gua”. Eles descrevem condi es espec ficas de teste. Qual a diferen a entre IP67 e IP68? Um aparelho com IP67 possui prote o contra submers o em gua doce de at 1 metro de profundidade por no m ximo 30 minutos, nas condi es previstas para o teste. J o IP68 oferece prote o para submers es mais profundas. A profundidade exata varia conforme o fabricante e o modelo, podendo ficar, por exemplo, entre 1,5 e 6 metros, tamb m dentro das condi es especificadas pelo fabricante. Portanto, n o existe uma regra universal dizendo que todo celular IP68 pode ficar exatamente 6 metros debaixo d' gua. A certifica o indica o desempenho em condi es determinadas de laborat rio, e os detalhes precisam ser conferidos para cada aparelho. IP67 e IP68 protegem contra qualquer tipo de gua? Esse um dos pontos mais importantes para interpretar corretamente uma certifica o de resist ncia gua. Os testes s o realizados em condi es controladas e, em geral, consideram gua doce e parada. Isso n o significa que o aparelho esteja protegido contra qualquer situa o envolvendo l quidos. A gua do mar, por exemplo, cont m sais que podem acelerar processos corrosivos. J a gua de piscina cont m produtos qu micos, como cloro, que podem afetar materiais de veda o. Tamb m existe diferen a entre submergir um celular em gua parada e submet -lo a um jato sob press o. Uma cachoeira, uma torneira forte ou um equipamento de limpeza podem exercer uma press o diferente daquela considerada nos testes. Vapor do banho perigoso para o celular? O vapor outro caso que costuma passar despercebido. Ter certifica o IP n o significa que seja seguro levar o smartphone para um banho quente. O vapor pode encontrar caminhos diferentes daqueles considerados nos testes de submers o. Al m disso, varia es de temperatura podem afetar materiais e veda es. Por isso, mesmo um aparelho com IP67 ou IP68 n o deve ser tratado como um dispositivo pr prio para ficar no banheiro durante um banho quente. A certifica o oferece uma camada de prote o, mas n o transforma o smartphone em um equipamento destinado a contato constante com gua. Ent o o que realmente salva um celular molhado? N o existe um truque capaz de garantir que um smartphone molhado ser recuperado. O que existe uma sequ ncia de medidas que reduz as chances de agravar o dano. O primeiro passo desligar o aparelho rapidamente. Depois, retire a gua da superf cie com um pano macio e mantenha o celular em um local seco, arejado e sem exposi o ao calor. Se houver s lica gel dispon vel, os sach s podem ser colocados junto ao aparelho em um recipiente fechado para ajudar a reduzir a umidade do ambiente. O que deve ser evitado t o importante quanto o que fazer: n o coloque o celular no arroz, n o use secador, n o aque a o aparelho, n o sopre diretamente nas aberturas e n o fique ligando o dispositivo para testar se voltou a funcionar. Se o aparelho sofreu uma imers o significativa ou apresentar comportamento estranho depois de secar, procurar assist ncia t cnica a alternativa mais segura. Afinal, o arroz realmente estraga o celular? O problema do arroz n o que os gr os sejam capazes de “queimar” imediatamente o smartphone. A quest o que o m todo n o resolve de maneira eficiente a umidade interna e ainda pode introduzir part culas no aparelho. Como explica Valter, o arroz absorve parte da umidade superficial, mas n o consegue retirar adequadamente a gua que chegou a componentes internos. O p tamb m pode se misturar umidade e formar res duos que favorecem problemas el tricos e corros o. Por isso, diante de um celular molhado, a melhor estrat gia n o procurar um truque milagroso. Desligue o aparelho, seque a parte externa, evite pressionar bot es, n o aplique calor e deixe-o em um ambiente seco e ventilado. A s lica gel pode ajudar no processo de desumidifica o, desde que usada sem contato direto de part culas com as aberturas. No fim, quanto menos a gua for movimentada pelo interior do aparelho e quanto mais r pido ele deixar de receber energia, maiores s o as chances de evitar que um acidente com l quido se transforme em um dano permanente. Ent o isso: o truque do arroz o pior erro que voc pode cometer. Quer saber mais? Veja o que o celular a prova d' gua tem de diferente e como n o molha por dentro. {{WHATSAPP_CHANNEL}}