A ministra Marina Silva durante a plenária de encerramento da COP. Fernando Donasci/MMA A defesa da Coligação Desperta São Paulo, da candidata ao Senado Federal por São Paulo, Marina Silva (Rede Sustentabilidade), enviou uma representação ao Ministério Público Eleitoral (MPE) pedindo a abertura de um inquérito policial sobre o ataque ocorrido na última segunda-feira (17). O documento foi protocolado nesta terça-feira (18). “Diante da existência de fato, publicamente documentado e envolvendo candidata no exercício de atividade eleitoral, requer-se a requisição de instauração de Inquérito Policial, preferencialmente perante a Polícia Federal, para apuração da possível prática do delito previsto no art. 326B do Código Eleitoral e de outras infrações eventualmente identificadas no curso da investigação”, afirmam os advogados. A equipe também solicitou que, uma vez identificado o autor do ataque, sejam instituídas medidas de proibição de aproximação, contato e comparecimento a eventos da candidata. O episódio ocorreu durante o primeiro ato de campanha de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, em uma caminhada com mulheres na região central da capital paulista. A ex-ministra do Meio Ambiente relatou ter sido alvo de hostilidade por um homem desconhecido durante o trajeto. Agora no g1 A jornalistas, Marina explicou que havia se afastado do grupo durante a caminhada para evitar empurra-empurra. Quando estava andando, foi abordada por um homem desconhecido que a agarrou no ombro e falou palavras hostis antes de ser afastado por assessores. Ela disse ter recebido suporte em um comércio. "Uma pessoa que eu não sei quem é e não quis se identificar se atirou na minha frente com agressividade. Era um homem com gestual muito agressivo, eles estão fazendo isso o tempo todo com o Haddad e agora fizeram comigo. Eu espero e trabalharei muito pra que sejam casos isolados" disse a ex-ministra do Meio Ambiente. Os advogados de Marina afirmam que os fatos são “gravíssimos” e justificam a imediata atuação do Estado. A defesa argumenta, ainda, que a misoginia eleitoral precisa de uma resposta institucional especialmente porque foi dirigida a uma mulher candidata no curso de uma atividade pública de campanha. “A violência política de gênero nesses casos não atinge somente aquela contra quem o ato é imediatamente dirigido. Ela produz efeito intimidatório coletivo e atenta contra a própria democracia”, escreveu.