Oriente Médio em tensão: Irã declara 'guerra total' aos EUA e Houthis bloqueiam rota de petróleo Estados Unidos e Irã trocaram novos ataques entre esta terça-feira (21) e quarta-feira (22) e voltaram a fazer ameaças de bombardeios pesados. Os movimentos aumentam a tensão no Oriente Médio e reforçam os sinais de uma nova escalada da guerra. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: Na madrugada desta quarta, pelo horário iraniano, os EUA atacaram alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo as forças americanas, os bombardeios atingiram centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones do Irã. Moradores de Teerã relataram explosões. Outras foram registradas nas cidades de Chabahar, Konarak e Bushehr, onde fica a única usina nuclear do Irã. Antes, o Irã havia atacado instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo. O Irã também afirmou ter atingido infraestrutura da Amazon no Bahrein, onde a empresa americana mantém um centro regional de dados. A companhia não comentou. Um míssil iraniano lançado de um local desconhecido nesta captura de tela obtida de um vídeo divulgado em 21 de julho de 2026 WANA via REUTERS ⛰️ Ainda na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá atacar "muito em breve" a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz. A montanha abriga uma rede de túneis subterrâneos onde especialistas acreditam que o Irã mantenha parte da infraestrutura usada no enriquecimento de urânio. Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que vai atacar investimentos dos Estados Unidos e de países aliados caso instalações nucleares iranianas sejam bombardeadas. Segundo um funcionário do Ministério da Saúde iraniano, 50 civis morreram e 500 ficaram feridos nos recentes ataques norte-americanos. Já os EUA confirmaram a morte de 18 militares desde o início da guerra. Conflito se espalha Houthis realizaram cerca de cem ataques no Estreito de Bab el-Mandeb entre 2023 e 2025. Houthi Military Media/Reuters via DW Os Houthis, que controlam o norte e o oeste do Iêmen anunciaram na segunda-feira (20) um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. O anúncio abriu uma possível nova frente na guerra. O bloqueio pode afetar diretamente o estreito de Bab el-Mandeb, conhecido como "Portão das Lágrimas". A via liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, dando acesso ao Oceano Índico. Milhões de barris de petróleo saudita passam diariamente pela rota, usada para abastecer mercados da Ásia e da Europa. O trajeto vinha sendo usado como alternativa ao Estreito de Ormuz, que teve o tráfego praticamente interrompido após o início da guerra. Poucas horas depois do anúncio, dois petroleiros que haviam acabado de carregar petróleo em Yanbu, na costa saudita do Mar Vermelho, mudaram de rota. Estreito de Bab-el-Mandeb, no Mar Vermelho, é a maior rota de exportações de petróleo do Oriente Médio depois do Estreito de Ormuz Arte g1 Trump afirmou que os Houthis ainda não fecharam o Estreito de Bab el-Mandeb e ameaçou agir caso isso aconteça. "Até agora isso não aconteceu", disse Trump. "Se algo assim acontecer, nós resolveremos." A nova escalada das tensões e a ameaça dos Houthis preocuparam o mercado internacional. O preço do petróleo Brent subiu mais de 2% e voltou a superar US$ 91 por barril. Sinais mistos O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, discursa durante uma reunião informativa sobre a guerra com o Irã, no Pentágono REUTERS/Nathan Howard Apesar da escalada, ainda existem tentativas de negociação. Um alto funcionário iraniano disse à Reuters na segunda-feira que Teerã recebeu de mediadores uma proposta de cessar-fogo de 10 dias. A iniciativa tenta salvar o acordo de paz provisório assinado entre EUA e Irã em junho. Em outro sinal de que a via diplomática continua aberta, o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, visitou o Paquistão, um dos mediadores das negociações de paz. Durante a viagem, ele pediu ao país que mantenha os esforços para reduzir o conflito. Por outro lado, em uma audiência no Senado, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, pediu que o Congresso aprove um pacote de US$ 70 bilhões em recursos para a Defesa. Parte do dinheiro seria usada para recompor os estoques de mísseis que podem ser usados na guerra. Ainda segundo ele, a guerra contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 190,8 bilhões) aos cofres públicos americanos. VÍDEOS: mais assistidos do g1
Back to Top News
Top
July 22, 2026 at 3:00 AM
Ameaças e novos ataques: os sinais que mostram que a guerra entre Irã e EUA voltou a escalar
G1 / Globo