Audiência no Senado dos EUA reacende debate sobre origem da Covid-19 Um comitê do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (6) um pedido de desacato contra Anthony Fauci por ele ter se recusado a responder perguntas dos parlamentares em uma audiência sobre a Covid-19. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Fauci invocou a 5ª Emenda da Constituição dos EUA e permaneceu em silêncio durante interrogatório pelo Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado no final de julho. O médico integrou a Força-Tarefa de Coronavírus da Casa Branca do 1º mandato de Trump e acabou se tornando o principal rosto do combate à pandemia no país. A decisão aprovada nesta quinta determinou que Fauci desacatou o Congresso dos EUA por não ter respondido às perguntas dos parlamentares, e com isso seu nome será encaminhado para o Departamento de Justiça para uma possível acusação criminal. Durante a audiência, realizada na última quarta (29), Fauci foi questionado sobre a origem da Covid-19, um tema polêmico no cenário político dos EUA. O médico afirmou que ficaria em silêncio por acreditar que os senadores buscavam motivos para processá-lo, e que qualquer resposta que ele desse poderia ser utilizada para esse fim. Ele invocou esse direito mais de 100 vezes na ocasião. O Congresso dos EUA, incluindo o Senado, é controlado pelo Partido Republicano —do presidente Donald Trump. Políticos republicanos, incluindo o próprio Trump, alimentaram ao longo dos anos teorias da conspiração sobre a origem do coronavírus e da pandemia. A convocação de Fauci fez com que uma onda de fake news sobre o tema voltasse a circular nas redes sociais. O g1 apurou inúmeras fake news sobre a pandemia, especialmente sobre o uso de máscaras, as vacinas e o isolamento social. Veja as principais checagens neste link. Anthony Fauci , ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) e consultor médico de vários presidentes dos EUA, presta depoimento sob intimação sobre seu papel na resposta nacional à pandemia de COVID-19, em uma audiência do Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado dos EUA, no Capitólio, em Washington, DC, EUA, em 29 de julho de 2026 REUTERS/Nathan Howard