Zema é o segundo entrevistado da série de entrevista do g1 e da GloboNews com os presidenciáveis g1 O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira (6), em entrevista ao g1 e à GloboNews, que, se eleito, fará um "choque" na área fiscal e vai "privatizar tudo, a começar pela Petrobras". ASSISTA AQUI Segundo Zema, a proposta é baseada nas medidas adotadas durante a gestão dele no governo de Minas Gerais. "Primeiro, eu quero privatizar tudo, a começar pela Petrobras. Em Minas Gerais, nós privatizamos 118 empresas. Vamos fazer uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária e vamos melhorar os programas sociais", afirmou. A entrevista de g1 e a GloboNews é conduzida pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery nos novos estúdios da GloboNews, no Rio de Janeiro, e tem duração aproximada de uma hora e meia. Após a exibição, o conteúdo completo ficará disponível em vídeo no g1 e em áudio no podcast O Assunto. Choque fiscal e privatizações Romeu Zema afirmou que, se eleito presidente, vai promover no Brasil um "choque" na área fiscal e vai "privatizar tudo, a começar pela Petrobras". "Primeiro, eu quero privatizar tudo, a começar pela Petrobras. Em Minas Gerais, nós privatizamos 118 empresas", afirmou. Como parte da proposta para o governo federal, o governador defendeu um enxugamento da estrutura da administração pública, começando pela redução de ministérios. O candidato afirmou ainda que pretende implementar quatro medidas na área fiscal. Segundo Zema, o conjunto dessas medidas traria uma economia de cerca de R$ 1 trilhão ao longo dos próximos 20 anos. Zema também afirmou que esse cenário seria bem recebido pelo mercado e contribuiria para uma redução da taxa de juros, que, segundo ele, poderia cair para menos da metade do patamar atual. Economia de Minas Gerais Questionado sobre encerrar a gestão em Minas Gerais com um caixa negativo de R$ 11 bilhões, segundo dados do Tesouro, Zema afirmou que recebeu o estado em situação de “massa falida” e que os compromissos do estado estão atualmente em dia. “Eu assumi um estado que era uma verdadeira massa falida. Eram 240 mil servidores públicos com o nome sujo no SPC e no Serasa, porque o governo do Pimentel, do PT, descontou desses servidores o empréstimo consignado e não fez os repasses aos bancos”, afirmou. Zema também citou atrasos nos repasses de ICMS e IPVA aos municípios e dificuldades no pagamento de fornecedores. “Hoje, todos esses compromissos estão rigorosamente em dia, e a dívida que o Estado tem hoje é com a União.” Entrevistas com outros presidenciáveis A entrevista de Romeu Zema faz parte de uma série realizada com os candidatos. Foram convidados os cinco primeiros colocados na pesquisa Datafolha mais recente, divulgada no dia 24 de julho. O primeiro entrevistado foi Renan Santos, do Missão, nesta quarta-feira (5). O presidente Lula, que havia sido sorteado para a terça-feira (4), decidiu não participar. Um sorteio realizado no dia 27 de julho, com a participação de representantes das campanhas, definiu a seguinte ordem: terça-feira (4): Lula (PT) – a assessoria do presidente informou que ele não compareceria. quarta-feira (5): Renan Santos (Missão) – participou nesta quarta (5). quinta-feira (6): Romeu Zema (Novo) – confirmou presença. sexta-feira (7): Ronaldo Caiado (PSD) – confirmou presença. segunda-feira (10): Flávio Bolsonaro (PL) – ainda não confirmou presença. O 1º turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro. Agora no g1 Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos Ricardo Stuckert, Raul Spinassé, Cristiano Borges, Karoline Barreto e Reprodução