A Netflix já reúne mais de 35 milhões de pessoas ativas mensalmente no Brasil em seu plano com anúncios, número que supera com folga o auge da TV por assinatura no país. A modalidade mais barata da plataforma também movimenta centenas de milhões de reais por mês e se tornou uma peça importante da estratégia comercial da empresa. O dado foi apresentado pela Netflix durante o evento Behind The Streams, realizado na quarta-feira (2), em São Paulo, para o mercado publicitário. Segundo a companhia, cerca de 60% dos novos assinantes brasileiros escolhem atualmente o plano com publicidade. A comparação com a televisão paga ajuda a dimensionar esse alcance. O setor brasileiro atingiu seu pico em 2014, quando chegou a aproximadamente 20 milhões de assinantes. Dados da época mostram que a base chegou a 19,8 milhões em novembro daquele ano. Netflix já supera pico da TV paga Os números não representam exatamente a mesma métrica. A Netflix informa 35 milhões de pessoas ativas por mês no plano com anúncios, enquanto a Anatel contabilizava assinaturas ou pontos de TV por assinatura. Ainda assim, a diferença dá uma dimensão da escala alcançada pelo streaming. O público mensalmente ativo da modalidade com publicidade equivale a cerca de 1,8 vez o maior número de assinantes registrado pela TV paga brasileira. O comportamento desse público também interessa ao mercado publicitário. De acordo com a Netflix, 52% dos usuários do plano com anúncios acessam a plataforma diariamente e o consumo médio chega a 54 horas de conteúdo por mês. A modalidade foi lançada no Brasil em 2022 e se tornou uma alternativa para consumidores que aceitam assistir a publicidade em troca de uma mensalidade menor. O plano atualmente custa R$ 21,90. Plano com anúncios movimenta cerca de R$ 500 milhões O tamanho da audiência também criou uma nova fonte de receita para a Netflix. Em cálculo publicado pela coluna Outro Canal, da Folha, a modalidade pode representar cerca de R$ 547,5 milhões por mês em pagamentos no Brasil, considerando o plano mais barato. O valor é uma estimativa da coluna e se refere à receita das mensalidades. A Netflix ainda recebe dinheiro dos anunciantes que compram espaço dentro do serviço, portanto o faturamento associado ao plano não se limita ao pagamento feito pelos usuários. A empresa também pretende ampliar a participação da publicidade em seus resultados. Segundo a Netflix, a meta é fazer com que os anúncios respondam por aproximadamente 10% da receita total até 2030. No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou US$ 12,56 bilhões em receita global e afirmou que a publicidade estava entre os fatores que contribuíram para o resultado. A estratégia ganha escala fora do Brasil. Globalmente, o plano com anúncios já alcança 250 milhões de pessoas ativas mensalmente, segundo a Netflix, enquanto a companhia prevê levar a modalidade a outros 15 países em 2027. O movimento aproxima o streaming de uma lógica que durante décadas esteve associada à televisão tradicional: reunir uma grande audiência em uma mesma plataforma e transformar o tempo de consumo em inventário publicitário. A diferença está na possibilidade de combinar esse modelo com uma mensalidade paga pelo próprio espectador. Confira no Canaltech os lançamentos da Netflix em setembro. {{WHATSAPP_CHANNEL}}
A Netflix j re ne mais de 35 milh es de pessoas ativas mensalmente no Brasil em seu plano com an ncios, n mero que supera com folga o auge da TV por assinatura no pa s. A modalidade mais barata da plataforma tamb m movimenta centenas de milh es de reais por m s e se tornou uma pe a importante da estrat gia comercial da empresa. O dado foi apresentado pela Netflix durante o evento Behind The Streams, realizado na quarta-feira (2), em S o Paulo, para o mercado publicit rio. Segundo a companhia, cerca de 60% dos novos assinantes brasileiros escolhem atualmente o plano com publicidade. A compara o com a televis o paga ajuda a dimensionar esse alcance. O setor brasileiro atingiu seu pico em 2014, quando chegou a aproximadamente 20 milh es de assinantes. Dados da poca mostram que a base chegou a 19,8 milh es em novembro daquele ano. Netflix j supera pico da TV paga Os n meros n o representam exatamente a mesma m trica. A Netflix informa 35 milh es de pessoas ativas por m s no plano com an ncios, enquanto a Anatel contabilizava assinaturas ou pontos de TV por assinatura. Ainda assim, a diferen a d uma dimens o da escala alcan ada pelo streaming. O p blico mensalmente ativo da modalidade com publicidade equivale a cerca de 1,8 vez o maior n mero de assinantes registrado pela TV paga brasileira. O comportamento desse p blico tamb m interessa ao mercado publicit rio. De acordo com a Netflix, 52% dos usu rios do plano com an ncios acessam a plataforma diariamente e o consumo m dio chega a 54 horas de conte do por m s. A modalidade foi lan ada no Brasil em 2022 e se tornou uma alternativa para consumidores que aceitam assistir a publicidade em troca de uma mensalidade menor. O plano atualmente custa R$ 21,90. Plano com an ncios movimenta cerca de R$ 500 milh es O tamanho da audi ncia tamb m criou uma nova fonte de receita para a Netflix. Em c lculo publicado pela coluna Outro Canal, da Folha, a modalidade pode representar cerca de R$ 547,5 milh es por m s em pagamentos no Brasil, considerando o plano mais barato. O valor uma estimativa da coluna e se refere receita das mensalidades. A Netflix ainda recebe dinheiro dos anunciantes que compram espa o dentro do servi o, portanto o faturamento associado ao plano n o se limita ao pagamento feito pelos usu rios. A empresa tamb m pretende ampliar a participa o da publicidade em seus resultados. Segundo a Netflix, a meta fazer com que os an ncios respondam por aproximadamente 10% da receita total at 2030. No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou US$ 12,56 bilh es em receita global e afirmou que a publicidade estava entre os fatores que contribu ram para o resultado. A estrat gia ganha escala fora do Brasil. Globalmente, o plano com an ncios j alcan a 250 milh es de pessoas ativas mensalmente, segundo a Netflix, enquanto a companhia prev levar a modalidade a outros 15 pa ses em 2027. O movimento aproxima o streaming de uma l gica que durante d cadas esteve associada televis o tradicional: reunir uma grande audi ncia em uma mesma plataforma e transformar o tempo de consumo em invent rio publicit rio. A diferen a est na possibilidade de combinar esse modelo com uma mensalidade paga pelo pr prio espectador. Confira no Canaltech os lan amentos da Netflix em setembro. {{WHATSAPP_CHANNEL}}