Zema diz ser único candidato que conhece 'Brasil real' O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema foi oficializado, nesta segunda-feira (27), como o candidato do Partido Novo à Presidência da República nas eleições deste ano. O anúncio foi feito em convenção nacional da legenda em Brasília e contou com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro. Durante discurso após o anúncio, Zema enfatizou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao partido dele, PT, e também fez duras declarações sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Também citou políticos e outras autoridades associadas ao caso Master e às fraudes por meio de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Além disso, prometeu classificar facções criminosas como organizações terroristas, e sugeriu construir um presídio em uma região remota da Amazônia para deter lideranças do crime organizado. Convenção do Novo oficializa Zema como candidato à Presidência Luiz Felipe Barbiéri/g1 LEIA TAMBÉM PSD lança candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República PL lança candidatura de Flávio à Presidência em evento com vídeo de Jair Bolsonaro feito por IA, apoio de Michelle e discurso de Milei Sem candidato a vice-presidente Romeu Zema foi anunciado nesta segunda ainda sem um nome oficial para candidato à vice na chapa. Mas, segundo ele, a escolha será anunciada dentro do prazo legal, até 5 de agosto, e terá como pré-requisito que o nome tenha "ficha limpa". "Realmente não temos ainda. Essa definição ela será dada dentro do prazo legal que é 5 de agosto e uma coisa nós teremos como pré- requisito uma pessoa com a ficha limpa, para que nós possamos levar adiante essa nossa proposta de nunca nos calarmos cedermos a qualquer pressão". Críticas ao PT e ao STF Zema destacou sua trajetória no setor privado como empresário e afirmou ser o único candidato à Presidência que conhece o "Brasil real". "No Brasil o setor público de carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário como essas aberrações que tem acontecido no Supremo Tribunal Federal. E ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT", prosseguiu Zema. Ele mencionou ainda ser alvo de um processo movido pelo ministro do STF Gilmar Mendes. O presidenciável do Novo tem elevado o tom das críticas ao STF desde que passou a associar ministros da Corte ao caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O ex-governador também divulgou conteúdos nas redes sociais questionando a atuação do tribunal e classificando Joaquim Barbosa como o "oposto" de integrantes da atual composição do Supremo. 'Superpresídios' Na área de segurança pública, Zema defendeu o endurecimento do combate ao crime organizado. O candidato afirmou que pretende enquadrar facções criminosas como organizações terroristas e argumentou que o Brasil já deveria ter adotado essa medida há mais tempo. Segundo ele, há regiões do país em que o Estado perdeu espaço para grupos criminosos, o que classificou como uma ameaça à soberania nacional. Zema também disse que pretende construir um "superpresídio" em uma área remota do país, "de preferência no meio da Amazônia", para concentrar lideranças de facções criminosas. De acordo com o candidato, esses presos deveriam permanecer encarcerados por longos períodos. Por isso, a solução seria "prisão em massa". Ao longo do discurso, ele ainda defendeu uma atuação mais rígida do Estado contra o crime organizado e criticou o que considera excesso de impunidade no país. Promessas Ao longo do seu discurso, Romeu Zema destacou uma série de promessas que pretende implementar se for vitorioso na corrida presidencial. Entre elas, estão: Acabar com o que chama de "farra dos intocáveis", em referência às críticas que faz ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a autoridades que, segundo ele, não seriam responsabilizadas por seus atos. Combater a corrupção e manter uma gestão sem favorecimento a parentes, aliados ou grupos políticos. Retomar a soberania nacional, argumento que associou ao combate ao crime organizado em áreas sob influência de facções. Classificar facções criminosas como organizações terroristas. Construir um superpresídio em local remoto, "de preferência no meio da Amazônia", para onde seriam transferidos líderes de facções criminosas. Manter líderes do crime organizado presos por longos períodos, afirmando que eles "vão mofar por pelo menos 25 anos". Enfrentar o crime organizado em áreas dominadas por facções, nas quais, segundo ele, a presença do Estado é reduzida. Reduzir privilégios e mordomias no setor público, citando como exemplo medidas que adotou durante sua gestão em Minas Gerais. Criar um ambiente mais favorável a quem empreende e investe, ao criticar a burocracia estatal e a carga imposta a empresas e empreendedores.
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July 27, 2026 at 3:27 PM
Zema critica PT e STF, diz conhecer 'Brasil real' e quer presídio na Amazônia para prender faccionados
G1 Política