Em um anúncio arrebatador, a Microsoft revelou que irá limitar o tempo mensal de uso do XBOX Cloud Gaming para assinantes do Game Pass a partir de novembro. Isso significa que haverá um teto na quantidade de horas que os membros do serviço por assinatura terão para aproveitar jogos via nuvem. Caso esse tempo de uso mensal do Cloud Gaming acabe, os jogadores poderão adquirir mais horas na Microsoft Store. Isso mesmo: além de pagar a assinatura ou pelo jogo, os jogadores precisarão pagar para poder jogar com o recurso de nuvem. Para piorar a situação, a empresa justificou a decisão pelo aumento dos custos para fornecer jogos em nuvem à medida que o número de jogadores que utilizam o recurso cresce. "A mudança para limites mensais nos permite continuar oferecendo o serviço, ao mesmo tempo em que investimos em sua confiabilidade e desempenho. Entendemos que, para alguns jogadores, o resultado prático será um custo mais alto", escreveu o time do XBOX. Assim como ocorre para sustentar a Inteligência Artificial, a Microsoft depende de infraestrutura e data centers para seus produtos e serviços baseados em nuvem. Apesar de já estarmos cansados de saber, há uma crise de componentes correndo solta por aí, o que significa que realmente está mais caro sustentar alguns recursos. O que não te contam é que a própria Microsoft tem parte da culpa nisso. A Big Tech de Redmond tem sido uma participante ativa em investimentos em IA, com expansões agressivas na casa dos bilhões de dólares em infraestrutura por todo o mundo. Por sua vez, os componentes têm ficado cada vez mais caros, impactando diretamente os preços de hardware, como o próprio XBOX e as infraestruturas de nuvem. Mas o que tudo isso tem a ver com o XBOX Cloud Gaming e a nova limitação que promete afastar jogadores de um dos recursos mais elogiados da divisão nesta geração? XBOX Cloud Gaming era a opção mais barata para jogar videogames O aumento dos custos de componentes, provocado pela alta demanda do setor de Inteligência Artificial, não impacta somente as empresas. Os consumidores têm sofrido com aumentos de preços severos para que as mesmas companhias que investem em IA garantam seus lucros. O XBOX Series, por exemplo, sofreu dois reajustes desde maio do ano passado, uma alta fortemente ligada ao aumento dos preços dos componentes. O XBOX Series S, considerado a maior porta de entrada para a geração atual, já passa dos US$ 499, ficando mais caro do que o Nintendo Switch 2. O cenário está ainda mais caótico para quem busca montar ou fazer um upgrade no PC Gamer. Os preços de memória RAM explodiram para o consumidor final, tornando-a o componente que mais sofreu com a crise nos últimos meses. A maneira mais barata de se jogar videogames até então era por meio de serviços de jogos via nuvem. Por R$ 76,90 mensais, assinantes do XBOX Game Pass Ultimate podiam desfrutar de um catálogo recheado de jogos sem precisar de um hardware dedicado para jogos. Bastava um celular, notebook ou TV para aproveitar diversos títulos, o que parecia uma fuga perfeita dos crescentes preços de componentes. Com as novas regras do XBOX Cloud Gaming, que limitam a jogatina na nuvem a até 15 horas mensais, essa opção deixa de ser favorável e passa a ser mais um jeito dispendioso de se jogar videogames. Segundo a Microsoft, a medida deve afetar cerca de 4% dos assinantes — o que, embora pareça um impacto mínimo, ainda representa um número considerável de usuários. Microsoft quer vender mais consoles? Desde a chegada da nova CEO do XBOX, Asha Sharma, a divisão tem indicado um retorno agressivo ao hardware, com atualizações de sistema constantes, a volta dos exclusivos e o lançamento de edições limitadas de consoles. Obviamente, a executiva enfrenta as dificuldades da crise como qualquer outra fabricante de produtos com chips. É possível que a decisão de limitar o tempo de uso do serviço de nuvem espante os jogadores do XBOX Cloud Gaming e faça com que uma parcela deles adquira uma peça de hardware. Isso faz aiunda mais sentido se levarmos em consideração que GTA 6 está batendo à porta, que embora tenha uma larga vantagem no PlayStation, também deve ajudar a vender alguns exemplares de XBOX Series no fim doa no. Ou seja, é possível que a gestão de Asha Sharma esteja empurrando jogadores à medida que corta gastos de uma infraestrutura de nuvem cada vez mais cara. Embora o XBOX Cloud Gaming ainda dispute o mercado de streaming de jogos com outros players, como o GeForce Now, aparentemente não vale tanto esforço e dinheiro para chegar ao topo do segmento. O consultor de Cloud FinOps Nitin Gandhi publicou uma análise em maio deste ano na qual explicava a situação atual da nuvem. Segundo dados levantados por Gandhi, os gastos globais das empresas com nuvem saltaram de US$ 187 bilhões em 2019 para US$ 900 bilhões em 2026. O analista afirma que os provedores de nuvem, como a Microsoft, não precisam mais competir por preços para conquistar clientes, pois os consumidores já estão fidelizados ao ecossistema de cloud dessas empresas. Além da Big Tech de Redmond, o Google (Alphabet) e a Amazon dominam esse mercado. "O preço acompanha a oferta e a demanda, e essa dinâmica mudou! Os provedores de serviços em nuvem agora detêm o poder de precificação", escreve Gandhi. Muitas dessas iniciativas, como o XBOX Cloud Gaming, partiram da gestão anterior de Phil Spencer, que estava mais fugindo do hardware do XBOX do que priorizando as plataformas disponíveis. O ex-CEO da Microsoft Gaming fez apostas muito altas que parecem estar recuando com Sharma na liderança. Call of Duty no Game Pass e esse passo para trás gigantesco no streaming de jogos via nuvem mostram exatamente isso. A liderança atual parece estar desamarrando as cordas que Spencer e companhia deixaram. Se isso vai dar certo? Ninguém sabe. Tudo o que realmente sabemos é que a conta está ficando mais cara para os jogadores em todas as frentes possíveis. {{WHATSAPP_CHANNEL}}

Em um an ncio arrebatador, a Microsoft revelou que ir limitar o tempo mensal de uso do XBOX Cloud Gaming para assinantes do Game Pass a partir de novembro. Isso significa que haver um teto na quantidade de horas que os membros do servi o por assinatura ter o para aproveitar jogos via nuvem. Caso esse tempo de uso mensal do Cloud Gaming acabe, os jogadores poder o adquirir mais horas na Microsoft Store. Isso mesmo: al m de pagar a assinatura ou pelo jogo, os jogadores precisar o pagar para poder jogar com o recurso de nuvem. Para piorar a situa o, a empresa justificou a decis o pelo aumento dos custos para fornecer jogos em nuvem medida que o n mero de jogadores que utilizam o recurso cresce. "A mudan a para limites mensais nos permite continuar oferecendo o servi o, ao mesmo tempo em que investimos em sua confiabilidade e desempenho. Entendemos que, para alguns jogadores, o resultado pr tico ser um custo mais alto", escreveu o time do XBOX. Assim como ocorre para sustentar a Intelig ncia Artificial, a Microsoft depende de infraestrutura e data centers para seus produtos e servi os baseados em nuvem. Apesar de j estarmos cansados de saber, h uma crise de componentes correndo solta por a , o que significa que realmente est mais caro sustentar alguns recursos. O que n o te contam que a pr pria Microsoft tem parte da culpa nisso. A Big Tech de Redmond tem sido uma participante ativa em investimentos em IA, com expans es agressivas na casa dos bilh es de d lares em infraestrutura por todo o mundo. Por sua vez, os componentes t m ficado cada vez mais caros, impactando diretamente os pre os de hardware, como o pr prio XBOX e as infraestruturas de nuvem. Mas o que tudo isso tem a ver com o XBOX Cloud Gaming e a nova limita o que promete afastar jogadores de um dos recursos mais elogiados da divis o nesta gera o? XBOX Cloud Gaming era a op o mais barata para jogar videogames O aumento dos custos de componentes, provocado pela alta demanda do setor de Intelig ncia Artificial, n o impacta somente as empresas. Os consumidores t m sofrido com aumentos de pre os severos para que as mesmas companhias que investem em IA garantam seus lucros. O XBOX Series, por exemplo, sofreu dois reajustes desde maio do ano passado, uma alta fortemente ligada ao aumento dos pre os dos componentes. O XBOX Series S, considerado a maior porta de entrada para a gera o atual, j passa dos US$ 499, ficando mais caro do que o Nintendo Switch 2. O cen rio est ainda mais ca tico para quem busca montar ou fazer um upgrade no PC Gamer. Os pre os de mem ria RAM explodiram para o consumidor final, tornando-a o componente que mais sofreu com a crise nos ltimos meses. A maneira mais barata de se jogar videogames at ent o era por meio de servi os de jogos via nuvem. Por R$ 76,90 mensais, assinantes do XBOX Game Pass Ultimate podiam desfrutar de um cat logo recheado de jogos sem precisar de um hardware dedicado para jogos. Bastava um celular, notebook ou TV para aproveitar diversos t tulos, o que parecia uma fuga perfeita dos crescentes pre os de componentes. Com as novas regras do XBOX Cloud Gaming, que limitam a jogatina na nuvem a at 15 horas mensais, essa op o deixa de ser favor vel e passa a ser mais um jeito dispendioso de se jogar videogames. Segundo a Microsoft, a medida deve afetar cerca de 4% dos assinantes — o que, embora pare a um impacto m nimo, ainda representa um n mero consider vel de usu rios. Microsoft quer vender mais consoles? Desde a chegada da nova CEO do XBOX, Asha Sharma, a divis o tem indicado um retorno agressivo ao hardware, com atualiza es de sistema constantes, a volta dos exclusivos e o lan amento de edi es limitadas de consoles. Obviamente, a executiva enfrenta as dificuldades da crise como qualquer outra fabricante de produtos com chips. poss vel que a decis o de limitar o tempo de uso do servi o de nuvem espante os jogadores do XBOX Cloud Gaming e fa a com que uma parcela deles adquira uma pe a de hardware. Isso faz aiunda mais sentido se levarmos em considera o que GTA 6 est batendo porta, que embora tenha uma larga vantagem no PlayStation, tamb m deve ajudar a vender alguns exemplares de XBOX Series no fim doa no. Ou seja, poss vel que a gest o de Asha Sharma esteja empurrando jogadores medida que corta gastos de uma infraestrutura de nuvem cada vez mais cara. Embora o XBOX Cloud Gaming ainda dispute o mercado de streaming de jogos com outros players, como o GeForce Now, aparentemente n o vale tanto esfor o e dinheiro para chegar ao topo do segmento. O consultor de Cloud FinOps Nitin Gandhi publicou uma an lise em maio deste ano na qual explicava a situa o atual da nuvem. Segundo dados levantados por Gandhi, os gastos globais das empresas com nuvem saltaram de US$ 187 bilh es em 2019 para US$ 900 bilh es em 2026. O analista afirma que os provedores de nuvem, como a Microsoft, n o precisam mais competir por pre os para conquistar clientes, pois os consumidores j est o fidelizados ao ecossistema de cloud dessas empresas. Al m da Big Tech de Redmond, o Google (Alphabet) e a Amazon dominam esse mercado. "O pre o acompanha a oferta e a demanda, e essa din mica mudou! Os provedores de servi os em nuvem agora det m o poder de precifica o", escreve Gandhi. Muitas dessas iniciativas, como o XBOX Cloud Gaming, partiram da gest o anterior de Phil Spencer, que estava mais fugindo do hardware do XBOX do que priorizando as plataformas dispon veis. O ex-CEO da Microsoft Gaming fez apostas muito altas que parecem estar recuando com Sharma na lideran a. Call of Duty no Game Pass e esse passo para tr s gigantesco no streaming de jogos via nuvem mostram exatamente isso. A lideran a atual parece estar desamarrando as cordas que Spencer e companhia deixaram. Se isso vai dar certo? Ningu m sabe. Tudo o que realmente sabemos que a conta est ficando mais cara para os jogadores em todas as frentes poss veis. {{WHATSAPP_CHANNEL}}