O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (12) um memorando de segurança nacional que autoriza empresas privadas americanas a participar de operações cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais baseadas fora do país. A informação foi confirmada pela Casa Branca e pela Reuters. A medida pode alcançar grupos brasileiros. Segundo o g1, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão entre as organizações que, em tese, podem ser alvo do novo programa, já que os Estados Unidos classificam ambos como organizações criminosas transnacionais e, desde junho, como organizações terroristas estrangeiras. O texto do memorando, porém, não cita os dois grupos brasileiros nominalmente. Para que PCC e CV entrem no escopo das operações, também precisam se enquadrar na definição de organizações envolvidas em crimes cibernéticos, conforme aponta o g1. Como vai funcionar o programa O memorando cria um programa sob responsabilidade do Centro Nacional de Coordenação (NCC), ligado à Força-Tarefa de Segurança Interna, com supervisão conjunta dos departamentos de Justiça e de Segurança Interna dos Estados Unidos, de acordo com a Casa Branca. Empresas selecionadas passarão por um processo de avaliação e assinarão contratos com o governo americano antes de atuar. Duas modalidades de ação estão previstas. As operações de vigilância cibernética permitem acessar sistemas sem autorização para coletar informações e inteligência sobre os grupos criminosos. Já as operações de efeitos cibernéticos abrangem a manipulação, interrupção, degradação ou destruição de sistemas, redes e infraestruturas digitais usadas pelas organizações, segundo consta no texto obtido pela Reuters. As empresas participantes precisarão manter uma garantia financeira de pelo menos US$ 1 milhão, valor que pode ser confiscado em caso de descumprimento das regras do contrato, informa a Reuters. As autoridades terão até 60 dias para definir critérios como experiência técnica, histórico em operações cibernéticas e segurança das instalações envolvidas. Limites e regras de segurança O memorando estabelece restrições para evitar escaladas. Empresas privadas não podem receber autorização para ações com risco de causar mortes ou ferimentos graves, nem para operações que possam ser interpretadas como uso da força ou ataque armado pelas regras do direito internacional. Caso uma operação atinja de forma não intencional cidadãos americanos ou sistemas localizados nos Estados Unidos, ela deve ser interrompida e o governo precisa ser avisado imediatamente. A Casa Branca justifica a medida citando o avanço de golpes financeiros, ataques de ransomware e esquemas de sextorsão coordenados por grupos criminosos baseados fora do país. Segundo o fact sheet divulgado pelo governo americano, os consumidores dos Estados Unidos reportaram perdas superiores a US$ 20,8 bilhões com crimes cibernéticos em 2025, e 73% dos adultos americanos já enfrentaram algum tipo de golpe ou ataque online. Mudança de estratégia dos Estados Unidos O jornal The Wall Street Journal observa que o governo americano vinha reservando um papel defensivo ao setor privado em questões de cibersegurança, geralmente como vítima de ataques. A publicação lembra que, desde novembro do ano passado, a Casa Branca já sinalizava uma mudança na estratégia nacional de cibersegurança, deslocando o foco de defesas online para uma postura mais ativa contra hackers de Estados-nação. O memorando assinado nesta semana integra uma sequência de ações do governo Trump voltadas ao combate ao cibercrime, que inclui ordens executivas anteriores sobre proteção de infraestrutura crítica e uma lei de 2025 direcionada a golpes envolvendo imagens íntimas e deepfakes. {{WHATSAPP_CHANNEL}}

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (12) um memorando de seguran a nacional que autoriza empresas privadas americanas a participar de opera es cibern ticas contra organiza es criminosas transnacionais baseadas fora do pa s. A informa o foi confirmada pela Casa Branca e pela Reuters. A medida pode alcan ar grupos brasileiros. Segundo o g1, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) est o entre as organiza es que, em tese, podem ser alvo do novo programa, j que os Estados Unidos classificam ambos como organiza es criminosas transnacionais e, desde junho, como organiza es terroristas estrangeiras. O texto do memorando, por m, n o cita os dois grupos brasileiros nominalmente. Para que PCC e CV entrem no escopo das opera es, tamb m precisam se enquadrar na defini o de organiza es envolvidas em crimes cibern ticos, conforme aponta o g1. Como vai funcionar o programa O memorando cria um programa sob responsabilidade do Centro Nacional de Coordena o (NCC), ligado For a-Tarefa de Seguran a Interna, com supervis o conjunta dos departamentos de Justi a e de Seguran a Interna dos Estados Unidos, de acordo com a Casa Branca. Empresas selecionadas passar o por um processo de avalia o e assinar o contratos com o governo americano antes de atuar. Duas modalidades de a o est o previstas. As opera es de vigil ncia cibern tica permitem acessar sistemas sem autoriza o para coletar informa es e intelig ncia sobre os grupos criminosos. J as opera es de efeitos cibern ticos abrangem a manipula o, interrup o, degrada o ou destrui o de sistemas, redes e infraestruturas digitais usadas pelas organiza es, segundo consta no texto obtido pela Reuters. As empresas participantes precisar o manter uma garantia financeira de pelo menos US$ 1 milh o, valor que pode ser confiscado em caso de descumprimento das regras do contrato, informa a Reuters. As autoridades ter o at 60 dias para definir crit rios como experi ncia t cnica, hist rico em opera es cibern ticas e seguran a das instala es envolvidas. Limites e regras de seguran a O memorando estabelece restri es para evitar escaladas. Empresas privadas n o podem receber autoriza o para a es com risco de causar mortes ou ferimentos graves, nem para opera es que possam ser interpretadas como uso da for a ou ataque armado pelas regras do direito internacional. Caso uma opera o atinja de forma n o intencional cidad os americanos ou sistemas localizados nos Estados Unidos, ela deve ser interrompida e o governo precisa ser avisado imediatamente. A Casa Branca justifica a medida citando o avan o de golpes financeiros, ataques de ransomware e esquemas de sextors o coordenados por grupos criminosos baseados fora do pa s. Segundo o fact sheet divulgado pelo governo americano, os consumidores dos Estados Unidos reportaram perdas superiores a US$ 20,8 bilh es com crimes cibern ticos em 2025, e 73% dos adultos americanos j enfrentaram algum tipo de golpe ou ataque online. Mudan a de estrat gia dos Estados Unidos O jornal The Wall Street Journal observa que o governo americano vinha reservando um papel defensivo ao setor privado em quest es de ciberseguran a, geralmente como v tima de ataques. A publica o lembra que, desde novembro do ano passado, a Casa Branca j sinalizava uma mudan a na estrat gia nacional de ciberseguran a, deslocando o foco de defesas online para uma postura mais ativa contra hackers de Estados-na o. O memorando assinado nesta semana integra uma sequ ncia de a es do governo Trump voltadas ao combate ao cibercrime, que inclui ordens executivas anteriores sobre prote o de infraestrutura cr tica e uma lei de 2025 direcionada a golpes envolvendo imagens ntimas e deepfakes. {{WHATSAPP_CHANNEL}}